Serviços móveis01/03/2018 às 16h50

Base móvel cai menos em janeiro; 4G mantém ritmo de crescimento

Bruno do Amaral, do Teletime

Após uma queda expressiva em dezembro, mês em que as operadoras normalmente executam limpeza de base, o mercado brasileiro de serviço móvel começou 2018 com uma redução mensal menor: 0,11%, totalizando 236,229 milhões de acessos. Considerando o período de 12 meses, a queda da base total é de 7,189 milhões de conexões (-2,95%). Ainda assim, o ritmo da tecnologia LTE continuou a todo vapor em janeiro deste ano, conforme mostram os números divulgados pela Anatel nesta quinta-feira, 1º.

A base 4G começou o ano com 105,497 milhões de acessos, um aumento de 3,19% (ou 3,258 milhões de adições líquidas) comparado a dezembro. Em 12 meses, o acúmulo de crescimento é de 62,76%, ou 40,680 milhões de adições. Assim, a quarta geração agora representa cerca de 45% do total de celulares no País.

Interessante notar a diferença de realidade do mercado de serviço móvel no Brasil comparado a janeiro de 2015, quando os 144,7 milhões de acessos 3G e 112,9 milhões de conexões 2G contrastavam com uma base LTE de apenas 6,764 milhões de linhas. Confira na evolução abaixo.

 

O crescimento mensal na tecnologia 4G foi mais equilibrado entre as quatro maiores operadoras. Desta vez, a empresa que mais acrescentou linhas no mês foi a TIM, com 992,3 mil adições líquidas (avanço de 3,59%), totalizando 28,603 milhões de linhas, ou 27,11% do mercado. No ano, a tele acumula um aumento de 59,73% (10,696 milhões de adições). A Vivo adicionou em janeiro 895,9 mil linhas, um avanço de 2,61%, total de 35,280 milhões de acessos e 33,44% (e mantendo a liderança) do mercado.

Claro acrescentou no mês 710,6 mil chips 4G, um avanço de 3,12% para um total de 23,474 milhões de conexões (que representam 22,25% do mercado). No ano, o avanço foi de 71,81%. Só não foi maior do que o crescimento da Oi em 12 meses: 76,61%, totalizando 17,033 milhões de linhas. No mês, também foi o maior avanço proporcional: 4,13%. A operadora tem 16,15% do mercado. Por sua vez, a Nextel, com apenas 1,05% de market share, foi a única a apresentar queda no mês: 1,35%, acima do crescimento de 0,11% registrado em comparação com janeiro de 2017. No total, a empresa conta com 1,105 milhão de acessos.

Outras tecnologias

Além do LTE, a única tecnologia a mostrar crescimento em janeiro foi a da base de máquina-a-máquina (M2M) Especial, ou seja, sem interface humana. Foram 754,9 mil adições (aumento de 12,02%), totalizando 7,033 milhões de conexões. Em 12 meses, o avanço é de 24,61%. O M2M Padrão, por outro lado, caiu 5,75% no mês, apesar de ainda mostrar aumento de 16,78% no ano, totalizando 8,426 milhões de acessos.

Tanto 2G quanto 3G seguiram seus ritmos de queda. A tecnologia GSM caiu 3,74% no mês e 33,83% no comparativo anual, totalizando 2,901 milhões de acessos. Já a WCDMA foi a que teve maior redução líquida: 2,608 milhões de desconexões, uma queda de 3,12% (no ano, a queda é de 29,65%). No total, essa tecnologia tinha em janeiro 80,994 milhões de acessos. Confira a participação de mercado de cada operadora em 3G no gráfico abaixo.

Avanço do pós

 Em 12 meses, a base pré-paga diminuiu 9,98%, e agora totaliza 147,443 milhões de acessos. Ainda é 62,42% do mercado, mas uma realidade diferente de janeiro de 2015, quando representava 75,75% de toda a base.

O pós-pago, por outro lado, avançou 0,92% (807,2 mil adições líquidas) e encerrou janeiro com 88,786 milhões de acessos. Em 12 meses, o crescimento já é de 11,5%. Essa modalidade, que inclui os planos do tipo controle, representa 37,58% de toda a base brasileira.

 

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