Comportamento04/12/2017 às 14h03

Em lares com smartphone, 72% das crianças de 10 a 12 anos têm celular próprio

Fernando Paiva

Nas famílias brasileiras em que os pais têm smartphone, praticamente três em cada quatro crianças entre 10 e 12 anos também possuem um aparelho próprio. Esta é a faixa etária em que a maioria dos meninos e meninas passa a ser dono de um smartphone, o que significa uma grande responsabilidade, tanto para as crianças quanto para os pais, que concedem tal liberdade, mas precisam controlá-la de perto. Esta é uma das descobertas de pesquisa inédita realizada por Mobile Time e Opinion Box, para a qual foram entrevistados 545 adultos brasileiros que possuem smartphone e têm filhos de 0 a 12 anos de idade. As entrevistas foram realizadas online ao longo do mês de outubro. A margem de erro é de 4 pontos percentuais.

Desde a mais tenra idade as crianças brasileiras estão tendo acesso a smartphones, seja por meio dos aparelhos dos pais ou com os seus próprios. Na média, 33% das crianças de 0 a 12 anos têm smartphone; 39% não têm, mas usam o dos pais; e 28% não têm e nem usam o dos pais.

Quando analisado por faixa etária da criança, nota-se um gradual crescimento da proporção que tem smartphone próprio e diminuição daquela que não tem. Na faixa de 0 a 3 anos, metade das crianças não têm qualquer acesso a smartphones, enquanto a outra metade tem, sendo 41% através do aparelho dos pais e 9% já com o seu próprio, por incrível que pareça. 

No grupo de 4 a 6 anos, há uma virada drástica: uma minoria de 18% segue sem qualquer acesso, enquanto mais da metade (60%) acessa através do smartphone dos pais e outros 22% já têm o seu aparelho.

No grupo de 7 a 9 anos pela primeira vez há mais crianças com smartphone próprio (46%) do que acessando o dos pais (34%), enquanto 20% não usam smartphones.

Por fim, na faixa entre 10 a 12 anos, conforme mencionado acima, quase três quartos das crianças já têm o seu smartphone próprio, ou 72%, para ser exato. Outros 21% acessam somente pelo aparelho dos pais e uma minoria de 7% continuam sem acesso, pelo menos no âmbito familiar.

Outras questões abordadas pelo estudo são: os pais controlam o conteúdo que é acessado pelo celular e as pessoas com as quais conversam?; os responsáveis estipulam limite diário de uso?; as escolas permitem o uso dos aparelhos em sala de aula?; qual a opinião dos pais sobre o efeito do smartphone sobre a criação dos filhos?; quais fatores mais influenciam o desejo das crianças em terem um smartphone próprio (amigos, TV, parentes etc)?

O relatório integral está disponível para download em www.panoramamobiletime.com.br.