Estratégia06/03/2018 às 21h35

TIM planeja investimentos de R$ 12 bilhões até 2020

Bruno do Amaral, do Teletime

Junto com o balanço financeiro da controladora Telecom Italia, a TIM divulgou nesta terça-feira, 6, seu plano industrial para o triênio 2018-2020, no qual espera expandir a geração de caixa focando na banda larga e no pós-pago. A companhia afirma que pretende dar continuidade ao plano de turn-around dos últimos anos com uma "evolução da transformação" para o triênio, com base na ultra banda larga e digitalização da experiência do usuário. Para tanto, espera investir cerca de R$ 12 bilhões no período.

As metas da TIM são de crescimento de receita de serviço entre 5% e 7% em 2018, com "dígito único de médio a alto" no crescimento médio composto anual (CAGR) no intervalo de 2017 a 2020.

A operadora procurará melhorar a capacidade de geração de caixa através da otimização "inteligente" do Capex e da relação dívida/imposto, além de capturar eficiência gerada pela digitalização. A relação EBTIDA-Capex sobre a receita em 2020 deverá ser maior ou igual a 20%, enquanto para 2018 espera cerca de 13%.

A companhia estima obter cerca de R$ 500 milhões de economias em 2020 com o processo de digitalização. No total, prevê que o plano de eficiência consiga um total de 2017 a 2020 de R$ 1,7 bilhão, sendo R$ 1 bilhão entre 2018 e 2020 (metade impulsionada pelo mercado, metade pelo processo), e R$ 700 milhões somente em 2017.

No plano industrial, a TIM prevê crescimento de Opex abaixo da inflação. Excluindo-se a aceleração de negócios fixos (WTTx e Live), espera crescer abaixo de 2%. E diz que o crescimento estrutural da rede e dos clientes pós-pagos continuam impactando os custos, considerando a aceleração na atividade comercial.

Operacional

A empresa planeja ter até 2020 mais de 4 mil cidades cobertas com LTE, representando 96% da população urbana. Da mesma forma, antecipa o dobro da penetração do faturamento e pagamento eletrônico, e cinco vezes o crescimento de usuários do aplicativo de gestão de conta Meu TIM.

O mix da base móvel, acredita a TIM, deverá crescer de 30% para o pós-pago em 2017 para cerca de 50% ao final do prazo. O objetivo para o pós é trazer pacotes de dados e parcerias com com over-the-top (OTT) "para ofertas triple-play" (o que indica serviços de vídeo/streaming), além de convergência nas áreas FTTx e WTTx. Para o pré-pago, a operadora planeja um portfólio de ofertas "simples e segmentadas", utilizando big data analytics para "melhor previsibilidade das desconexões". Já com os planos controle, pretende oferecer planos com "mais por mais", além de parcerias com OTTs.

A cobertura de fibra até o site prevê que o total de antenas conectadas com backhaul ótico passe de 60% do total para 80% ao final do triênio. E na infraestrutura de fibra até a cidade, passe de 450 em 2017 para 1.200 em 2020. Assim, espera evoluir a quantidade de cidades cobertas com 4G para mais de 4,2 mil municípios.