Estratégia07/11/2017 às 19h19

Brasil é o sétimo mercado da Oath no mundo, revela diretor geral da Verizon no País

Henrique Medeiros

A Oath, empresa de mídias digitais da Verizon criada após a fusão da AOL com a Yahoo, vê o Brasil como um dos seus alicerces para crescer no meio digital. Para isso, a firma norte-americana conta com 200 funcionários em seu escritório em São Paulo. Assim, o País se mantém como o sétimo maior mercado para a empresa no mundo.

Em conversa com Mobile Time, Paulo Pontin, country manager da Verizon no Brasil, revelou que a nova firma deve focar na estratégia do VDMS (Verizon Digital Media Services), uma vez que atuará com as mais diversas plataformas midiáticas (negócios e marcas), desde a análise de dados (Flurry) até a criação de conteúdo (Riot e HuffPost).

“Temos 200 pessoas trabalhando na Oath em São Paulo. Através da união das plataformas da Yahoo e AOL a gente começa a monetizar com mercado de dados”, disse Pontin. “É importante ser mais que um buscador, mas também produzir bom conteúdo e saber analisá-lo”.

O executivo também confirmou que outro braço de conteúdo pode chegar ao Brasil. Trata-se do site especializado em tecnologia, o Tech Crunch. Ao todo, o diretor geral da operadora ressalta que a Oath possui 50 plataformas de mídia que podem ser usadas no mercado.

Redes e negócios

Outro braço da Verizon no Brasil são as redes para o mercado corporativo. Seu backbone possui 27 pontos de presença no País. Entre seus clientes estão bancos, empresas de varejo e do segmento de viagens, algo que Paulo Pontin pretende manter, mesmo com a crise econômica: “Nós estamos há 27 anos no Brasil. Não é por estarmos enfrentando nossa primeira crise que vamos fechar as portas. Nós continuaremos investindo e buscando oportunidades”. Questionado sobre o que seriam esses investimentos, o executivo descartou, por enquanto, aquisições ou investimento no segmento wireless, que respondeu por 71% do faturamento de US$ 75 bilhões da Verizon em 2016. Ele explicou que a empresa fez uma consulta para investir em Internet das Coisas (IoT), mas ficou apenas na sondagem.