Bots08/02/2017 às 15h49

Aivo projeta superar 4 milhões de conversações em sua plataforma de bots no Brasil em 2017

Fernando Paiva

A empresa argentina Aivo, especializada no desenvolvimento de chatbots para grandes companhias, está apostando no mercado brasileiro. Montou escritório aqui há cerca de um ano, contratou vendedores e já conquistou entre os seus primeiros clientes LG, HotelUrbano, Algar e Localweb. Para 2017, a meta é ampliar sua carteira de clientes no País para cerca de 20 grandes empresas e crescer 1.000% em quantidade de conversações em português na sua plataforma de bots, chamada AgentBot, totalizando mais de 4 milhões de sessões de chat automatizado no Brasil este ano, revela seu country manager no País, Bruno Dalla Fina.

"O Brasil é a bola da vez para a Aivo. É um mercado muito maior que o argentino. E as empresas brasileiras precisam reduzir seus custos de atendimento", comenta o executivo. "Percebemos uma demanda crescente das empresas por capacidade de atendimento e por redução de custos operacionais. Os robôs têm uma capacidade ilimitada de conversações simultâneas", acrescenta.

O motor de processamento de linguagem natural usado n0 AgentBot foi desenvolvido pela própria Aivo. Originalmente foi criado para espanhol, mas em poucos meses pôde ser adaptado para o português. Há um dicionário comum, que serve a todos os bots na plataforma, mas para cada cliente é acrescentado um vocabulário específico, relativo aos nomes dos seus produtos e serviços. Além disso, a plataforma utiliza técnicas de machine learning para ser aperfeiçoada aos poucos, ao longo da sua utilização. Seu índice médio de retenção é de 73%, ou seja, 73 de cada 100 conversações são resolvidas pelo chatbot, sem a necessidade de direcionamento para um atendente humano.

O AgentBot funciona em várias plataformas, como site web, aplicativo móvel ou Facebook Messenger. A versão web é construída de maneira responsiva, podendo ser acessada via dispositivos móveis. De acordo com Dalla, mais da metade das conversações do AgentBot já acontecem em interfaces móveis.

A adesão ao Facebook Messenger por enquanto ainda é pequena: menos de 10% dos clientes da Aivo lançaram seus bots no mensageiro. Por outro lado, há grande expectativa quanto ao WhatsApp: "Não tem uma empresa que não peça pelo Whatsapp. Só que a porta não está aberta. Quando abrir tenho certeza que vai ser um sucesso. É um app muito forte no Brasil".

América Latina e concorrência

A Aivo tem cerca de 50 clientes espalhados pela América Latina, incluindo Claro, Movistar, Nextel, AT&T, Mastercard, Visa e a prefeitura de Buenos Aires, que usa há dois anos um chatbot para serviços de atendimento ao cidadão, em uma iniciativa parecida com a adotada recentemente pelo estado de São Paulo com o Poupatempo.

No ano passado, a Aivo registrou 100 milhões de conversações em sua plataforma de chatbots. A expectativia para 2017 é crescer esse volume em 150%, alcançando aproximadamente 250 milhões de conversações.

Dalla reconhece que a concorrência aumentou muito de um ano para cá, desde que o Facebook abriu uma API do Messenger para chatbots. Mas confia na experiência da Aivo para se diferenciar dos novos entrantes. "Sentimos na pele esse crescimento (da concorrência). No último ano houve um enorme surgimento de start-ups fazendo chatbots para o Messenger. Nós estamos nessa estrada há algum tempo. Começamos em 2011 em Córdoba. Ao longo desse periodo nos especializamos em inteligência artificial, enquanto muitos bots são à base de script", compara.

Bots Experience Day

No dia 20 de março, será realizado no WTC, em São Paulo, a segunda edição do Bots Experience Day, seminário dedicado ao mercado brasileiro de chatbots e organizado por Mobile Time. Já estão confirmados palestrantes de empresas como Twitter, Oracle, Take, InSite e Outra Coisa, além de um representante do governo do estado de São Paulo. Para mais informações, acesse www.botspexperienceday.com.br

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