Balanço financeiro09/05/2018 às 16h05

WhatsApp reduz gasto com interconexão, diz CEO da TIM

Da Redação

A TIM tem como estratégia de crescimento levar seus clientes pré-pagos para os planos controle e pós-pago. Fidelizar e fazê-los gastarem mais são metas importantes para a operadora. Uma de suas estratégias está em oferecer um plano com serviço de valor agregado (SVA) que inclui franquia de dados liberada para o uso do WhatsApp, incluindo chamadas de voz. Um dos objetivos por trás da iniciativa é reduzir gastos com interconexão, revelou o CEO da operadora, Stefano De Angelis.

“Nesse meio tempo, o cliente que tem o pacote de voz limitado para de usar a rede tradicional e usa o WhatsApp (no 4G, por exemplo) para fazer ligações. Nesse caso, nós temos, ao mesmo tempo, o ARPU (de dados) e reduzimos o custo de interconexão”, resume De Angelis.

Números

A base de clientes pós-pagos cresceu 20,5% ano a ano, representando agora 31,9% do total. No primeiro trimestre de 2018, a empresa contabilizou 18,5 milhões de clientes pós-pagos, 3,1 milhões a mais do que no mesmo período do ano passado.

Já a base de clientes do pré-pago diminuiu. Se no primeiro trimestre de 2017 eram 46,5 milhões, no mesmo período deste ano são 39,4 milhões de clientes, uma redução de 15,3%.

“A maior parte dos clientes pré-pagos está passando para os planos controle. Quem permanece é a classe mais baixa no Brasil”, afirmou o CEO da TIM Brasil Stefano de Angelis.

Na migração, o cliente passa a pagar por um plano de R$ 59,99, com 3,5 GB de franquia de dados. Neste caso, tem direito a usar o WhatsApp e o Deezer sem gastar sua franquia. No entanto, para ter acesso ilimitado às mídias sociais, como Facebook e Instagram, o cliente precisa pagar mais R$ 20. “Essa é uma forma diferente de tentar monetizar o consumo de dados”, explica De Angelis. “Se você considerar, além disso, que 75% do consumo de dados do cliente do Brasil é feito em apps de mídias sociais,  nós achamos que essa é uma forma inteligente de aumentar o gasto do cliente”, explica o CEO.

Não à toa, a receita média por usuário (ARPU) do segmento móvel avançou 13,8% ano a ano, atingindo R$ 21,6. A Receita Líquida do Serviço Móvel (RSM) cresceu 6%, atingindo R$ 3,8 bilhões. A TIM atribui o desempenho à boa performance da Receita Gerada pelo Cliente (RGC), que soma as receitas de voz local, voz longa distância e dados & conteúdo (SVAs), cuja alta (do RGC) foi de 6,6% na comparação anual. A receita gerada pelos pacotes de ofertas recorrentes (ofertas de bônus de recargas semanais e mensais) apresentou crescimento de 40,2% ano a ano, e representa cerca de 75% da RGC, ante 56% no primeiro trimestre de 2017.