Email09/08/2017 às 19h26

Microsoft Outlook

Henrique Medeiros

Recentemente escrevi uma matéria no Mobile Time sobre a atualização do aplicativo de e-mails da Microsoft, o Outlook (Android, iOS). Coincidência ou não, o app de e-mail que estava embarcado em meu smartphone parou de funcionar – algo que não deveria acontecer nos dias de hoje.

Isso me deu a oportunidade para testar o Outlook e analisar como sua repaginada ajudou o usuário no cotidiano. Em um primeiro momento nota-se um ponto negativo: o aplicativo é um pouco confuso para configurar o e-mail. Por exemplo, se você tem um e-mail extra do Gmail, é preciso configurar essa conta no celular para depois adicionar no app. Este processo poderia ser bem mais simples, como acontece no Yahoo Mail.

Por outro lado, as novas ferramentas e o novo layout facilitam a vida do usuário, em especial aqueles que procuram por uma alternativa ao Gmail. Na tela principal, as mensagens ficam centralizadas, enquanto no pé do app ficam calendário, nuvem de documentos e agenda de contatos – integrados às plataformas Google Calendar, One Drive e Google Drive.

Na parte superior do aplicativo, o menu destaca os principais e-mails. As mensagens menos interessantes podem ser vistas ao clicar no ícone “outros”. A função de destaque não é tão precisa, mas deve melhorar com a opção de busca inteligente que chegará ao app em breve. Ainda existe um filtro simples – mas bem funcional – que permite ao usuário ver mensagens não lidas, sinalizadas e com anexo.

Ao comparar com o Gmail, o Outlook tem um visual mais poluído. No entanto, o fato de possuir mais funções na primeira tela pode atrair mais usuários do que o seu rival.

Vale uma comparação com o LinkedIn. Nota-se que muito do aplicativo da rede social para profissionais foi usado no novo app, como os filtros e funcionalidades na tela principal. Ou seja, a companhia de Bill Gates tentou dar uma “cara” mais próxima da rede social ao seu aplicativo de e-mail, tornando o Outlook mais atraente para o público corporativo. Vale lembrar que a Microsoft comprou o LinkedIN um ano atrás por US$ 26,2 bilhões.

Sistema operacional: Android e iOS

Preço: Gratuito