Mensageria10/01/2018 às 15h31

Line estuda adoção de criptomoedas, informa Bloomberg

Da Redação

O serviço de mensageria móvel Line, o mais popular do Japão, estaria estudando a adoção de criptomoedas para o pagamento de serviços e bens digitais dentro da sua plataforma, informa matéria da Bloomberg. Ao contrário do Telegram, que planeja uma oferta inicial de moeda (ICO, na sigla em inglês), o Line não criaria uma moeda própria, mas adotaria algumas já existentes. Haveria conversas em andamento para a integração com um marketplace sul-coreano de criptomoedas, o Upbit, especula-se.

Hoje o Line é particularmente forte no Japão, na Indonésia, na Tailândia e em Taiwan. Dentro da plataforma de mensageria já existem vários serviços O2O, como delivery de comida e chamada de táxi, mas com pagamento em moedas "reais", com sua ferramenta de pagamentos Line Pay.

O Line chegou a tentar se expandir na América Latina alguns anos atrás, mas a iniciativa foi descontinuada. Hoje os players dominantes no Brasil são WhatsApp e Facebook Messenger.

Análise

Há uma onda de adoção de criptomoedas por plataformas de mensageria. A canadense Kik conseguiu levantar US$ 100 milhões ano passado com uma ICO de lançamento da Kin, sua própria criptomoeda. E o Telegram estaria estudando iniciativa similar, que pode gerar mais de US$ 1 bilhão, pelas contas do site TechCrunch. Outras plataformas digitais, não só de mensageria, fazem o mesmo, como a portuguesa Aptoide.

A criação de criptomoedas por apps acaba tendo dois objetivos principais: 1) fomentar a construção de uma comunidade de prestadores de serviços e clientes dentro de cada plataforma, construindo uma economia própria; 2) capitalizar os criadores do aplicativo (o que se torna uma saída para a monetização de plataformas com grande base de usuários, mas ainda sem fonte de receita).

É cedo para saber quais iniciativas darão certo. Muita gente compra com o intuito de investir e, mais tarde, resgatar em moedas "reais". O sucesso dessas criptomoedas dependerá, em grande medida, da construção de ecossistemas que dependam de pagamentos com elas. Enquanto isso não surgir, o risco de uma bolha estourar seguirá existindo.

Notícias relacionadas