Artigo10/11/2017 às 17h29

Três meses depois: Samsung Galaxy S8+

Henrique Medeiros

Não há muitas palavras para dizer. Simplesmente posso descrever o Samsung Galaxy S8+ como o melhor handset Android de 2017. Seja pela tecnologia, usabilidade, tela ou pelas câmeras, o phablet da fabricante sul-coreana é disparado o estado da arte em tecnologia móvel neste ano. Embora não tenha muitas inovações (não é modular e não tem duas telas, por exemplo), ele diferencia-se por trazer melhorias estruturais ante sua versão anterior, Galaxy S7+. Ele tem “pegada” com “P” maiúsculo, além de ser bonito.

Design

O S8 encaixa bem na mão, bolso da calça, terno, mochila e até painel do carro. Isto acontece por ter as bordas arredondadas (tela infinita) que evitam o deslize dele, mesmo com a sua traseira de trás metalizada e com vidro Gorilla Glass. O usuário até esquece que está com um phablet de 6,2 polegadas. Sei que parece um absurdo falar sobre ergonomia em celulares de ponta em 2017. Mas outros smartphones high-end que disputam com o S8+ – como o novo Moto X e o Sony Xperia Z5 – tem esse problema de encaixe. Os rivais deslizam na mão e na mesa de trabalho.

Usabilidade

Outro destaque do S8+ é a sua fluidez em usabilidade. A diferença é nítida em relação a um smartphone Android Puro (vide Moto ou Google Pixel de 2016). Ele possui leveza na configuração de contas (Gmail, Facebook, Twitter), instalação de apps, adição de widgets, criação de pastas e customização de perfis. Senti facilidade para separar minha conta de trabalho do perfil pessoal. A agilidade e precisão do Samsung Health também são pontos positivos, algo que antes só acontecia com wearables. Os leitores de impressão digital e de íris ajudam bastante, seja no pagamento móvel ou para abrir rápido a tela do celular. Vale frisar que o leitor de digital, tema de muita crítica de usuários na web por ser traseiro e estar ao lado da câmera, pouco atrapalhou durante os testes.

Performance

A junção do processador octa-core, 4 GB de RAM e 64 GB de espaço traz uma boa experiência para o usuário. É possível variar entre jogos, aplicativos de produtividade, mapas de navegação, aplicativos de streaming de vídeo e áudio sem sofrer com lentidão. Por diversas vezes fiquei com 10 a 12 aplicativos abertos e a performance manteve-se a mesma. Isso sem contar que perdi de vista a quantidade de apps instalados, pois fiquei sem receio de tê-los que apagar por falta de espaço. Mesmo o aquecimento, comum em aparelhos do gênero, não aconteceu, exceto quando visualizei vídeos online ao vivo.

Câmera

Outro diferencial do Galaxy S8+ são suas câmeras. Qualquer fotógrafo amador torna-se profissional com este equipamento. Mesmo na câmera de selfie, a qualidade é muito superior em relação às câmeras principais de smartphones high-end. Por outro lado, minha primeira crítica é a falta de poucas funcionalidades extras, como vemos em smartphones da Sony, LG e mesmo iPhones.

Bateria e Bixby

Os dois grandes problemas do Galaxy S8+ são a bateria e a Bixby. A primeira não dura mais do que um dia quando conectada ao Wi-Fi ou com pouco uso. Agora, se o usuário fica conectado ao 4G e Wi-Fi o tempo todo, a duração da bateria é em média 12 horas. Se a ergonomia do handset se ajusta bem ao usuário, o Power Bank ainda não. Foi comum este celular ficar parecido como um relógio de bolso antigo, bem similar àqueles que tinham a cordinha para ficar no bolso do colete ou paletó. Mas, neste caso, a corda era um USB tipo C ligado a um carregador portátil. Já sobre a Bixby, fiz uma análise um tempo atrás. É uma assistente digital que está em seus primeiros estágios, portanto é bem robótica ainda e suas funções não auxiliam tanto o consumidor no dia a dia, ao contrário do Google Now.

Resumo da ópera

Parece estranho falar de um smartphone que chegou ao mercado em abril perto do final do ano. Mas, como disse antes, o Galaxy S8+ é o melhor phablet lançado para o mercado brasileiro em 2017. Com a Black Friday chegando no próximo dia 25 de novembro, muitos consumidores poderão escolher este modelo para 2018. E está mais barato em relação ao seu lançamento.

Se bem que falei "barato" para ser gentil. Um modelo do Galaxy S8+ sai por R$ 3.799 na loja da Samsung, R$ 600 menos que seu preço de lançamento. Contudo, lojas como Kabum e Girafa estão vendendo o dispositivo por R$ 3.100. Ele é um produto caro para a realidade financeira do brasileiro comum. Contudo, para o usuário que precisa de um handset mais parrudo, a oportunidade pode chegar neste mês.