Segurança11/01/2018 às 18h25

Trojans são as principais ameaças aos usuários Android na América Latina

Da Redação

Os cavalos de troia móveis (“mobile trojan” na tradução para o inglês) são as principais ameaças para os usuários Android. O alerta foi feito pela ESET América Latina, que percebeu um crescente uso de um novo tipo de trojan da categoria "downloader" entre os usuários latino-americanos. Esses downloaders são códigos que permitem a instalação de apps maliciosos e agem, em sua maioria, para ações criminosas digitais por meio de servidores maliciosos, lojas de aplicativos não oficiais e sites de advertising malicioso (‘malvertising’ em inglês).

Para atrair as vítimas, os hackers usam, como artimanha, falsos apps de segurança, reprodutores de vídeo, atualizações de sistema operacional, flash player, apps de pornografia, aplicativo que diz obter a frequência cardíaca usando a lanterna do smartphone e WhatsApp. O intuito dos criminosos neste tipo de ação é espalhar esses cavalos de troia entre os usuários. Com o trojan instalado nos handsets é possível controlar o envio de dezenas de anúncios publicitários, por exemplo.

Como funciona

Uma vez que o downloader está instalado em seu smartphone ou tablet, a vítima passa a ter um app instalado no seu dispositivo. No entanto, o usuário não consegue vê-lo, pois o aplicativo está oculto e roda em segundo plano. Isso permite que o hacker envie publicidades falsas, como “ganhe um iPhone” e links para sites de pornografia ou jogos de azar. Essas peças de marketing falsas servem para encobrir uma publicidade real, que dá aos hackers dinheiro por clique obtido. Para o usuário, além do mal-estar que causa o excesso de publicidade indesejada, o trojan acaba por aumentar os gastos com a franquia de Internet móvel e reduzir a capacidade da bateria do dispositivo.

Resultado

Em uma análise com base nas detecções do downloader em 2017, a ESET conseguiu identificar o México como o país com mais inserções do trojan na América Latina, 24% do total. Em seguida aparecem Guatemala (14%), Brasil (9%), Colômbia (8%), e Bolívia (7%). A empresa de segurança afirmou que Bolívia e outros cinco países da América Central (Guatemala, Trinidad e Tobago, Bolívia, Nicarágua e Honduras) passaram a ser mais afetados pelo cavalo de troia a partir de novembro de 2017.