Artigos11/07/2018 às 14h51

Smartphones: os únicos campeões da Copa do Mundo

Andrea Orsolon, da Headway

Apesar da decepção de deixar a Copa do Mundo antes das semifinais, o Brasil não pode dizer que não aproveitou o evento. Os primeiros jogos da equipe brasileira, os gols do Neymar e os memes fizeram – e fazem! – parte do nosso cotidiano, por meio dos dispositivos móveis acionados milhões e milhões de vezes. Por isso, esta Copa do Mundo será lembrada como aquela em que os smartphones venceram o jogo.

Para se medir o tamanho do impacto do uso de dispositivos móveis nos dias atuais, basta prestar atenção em alguns números. Atualmente, o Brasil tem mais smartphones ativos do que habitantes. Segundo a Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, já passamos a marca de 220 milhões de celulares inteligentes, enquanto a população, de acordo com o IBGE, gira em torno de 209 milhões de pessoas. Isso significa que o smartphone se transformou em peça quase que obrigatória na vida de cada um dos brasileiros. Durante grandes eventos, esportivos ou não, como a Copa do Mundo da Rússia, o uso do dispositivo cresce ainda mais, o que representa uma oportunidade imperdível para divulgação de campanhas, produtos e marcas através do canal mobile.

Outro estudo recente do Ibope dá uma ideia da relevância dos grandes eventos de nível global. O instituto revelou que 72% da população brasileira pretendia acompanhar os jogos da Copa do Mundo da Rússia. Nesse caso, o smartphone funciona como mais uma opção para assistir aos jogos e o live streaming já é uma realidade. Aqui no Brasil, por exemplo, os jogos podem ser acompanhados ao vivo pelos aplicativos da emissora de TV que transmite os torneios. No mundo, esse tipo de transmissão vêm batendo recordes com a Copa. O jogo entre Argentina e Croácia atingiu a maior marca de uma transmissão digital da emissora Telemundo, com 4,3 milhões de livestreams, totalizando 68 milhões de minutos vistos!

Além disso, os números mundiais também impressionam. Hoje, existem mais de um bilhão de smartphones no mundo em comparação com o número registrado na Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Vale lembrar que os grandes eventos não se resumem à Copa. Temos o Super Bowl (final do torneio de futebol americano dos EUA) todos os anos e as Olimpíadas de Inverno e Verão que são realizadas a cada quatro anos. E, ano a ano, os recordes de público digital são batidos. Por exemplo, conforme uma pesquisa esportiva da Google, 30% dos fãs de esportes dizem que veem eventos esportivos em seus dispositivos móveis. Justamente, porque isso lhes permite ver as partidas e os eventos em seus próprios termos.

Por conta disso, os apps permitem que os anunciantes se conectem muito mais com sua audiência em comparação com qualquer outro canal, independente do lugar onde estejam. A publicidade mobile garante combinação entre a segmentação por dados de localização e o uso de apps. Assim, é possível realizar a transmissão de mensagens criativas e atrativas de acordo com o que o usuário estiver fazendo ou o lugar onde ele estiver interagindo com um app mobile.

O jogo da final da Copa do Mundo de 2014 entre Argentina e Alemanha teve um alcance de mais de um bilhão de pessoas. Durante todo aquele torneio, a China teve o alcance de público mais alto com 252,3 milhões de pessoas, seguida pelo Brasil, com 164,5 milhões de espectadores.

Com esses dados, fica claro também que os anunciantes de apps que priorizam os dispositivos móveis durante eventos importantes, como a Copa do Mundo, podem se beneficiar consideravelmente com o aumento da lealdade e do interesse dos clientes, mesmo depois da finalização do evento. Basta saber aproveitar as oportunidades.

Andrea Orsolon é vice-presidente Brasil da Headway