Comércio móvel11/10/2017 às 15h34

Volume mundial de downloads de apps de m-commerce cresce 20% no primeiro semestre

Fernando Paiva

A quantidade de downloads de apps de comércio móvel no mundo no primeiro semestre deste ano foi 20% maior que a registrada no mesmo período de 2016, passando de pouco mais de 1,2 bilhão para aproximadamente 1,45 bilhão, informa relatório da App Annie. O Brasil é o quinto maior mercado nesse aspecto, com cerca de 50 milhões de downloads de apps de m-commerce no primeiro semestre deste ano, atrás apenas de China, EUA, Índia e Rússia.

Os consumidores da Coreia do Sul são aqueles que passam mais tempo em apps de m-commerce: quase 100 minutos por mês. Logo em seguida vêm os indonésios e os indianos, que gastam cerca de 80 minutos por mês cada. O Brasil não aparece no ranking desse quesito. Completam a lista dos nove mercados em que as pessoas passam mais tempo com apps de m-commerce: Japão, Alemanha, Reino Unido, EUA, Austrália e França, nesta ordem. Na França, a média é de 35 minutos por mês por usuário.

Nativos digitais X varejo físico

Uma descoberta que chama a atenção é a de que os aplicativos de lojas de comércio eletrônico (chamadas de “digital first”, pela App Annie, ou seja, lojas que nasceram no ambiente digital) registram uma performance superior àquela de apps do varejo físico. Comparando os cinco principais apps dos dois tipos em oito mercados, o número médio de sessões por usuário por mês é pelo menos duas vezes maior nos apps de lojas nativas digitais, podendo chegar a ser mais de três vezes superior. Na Austrália, por exemplo, os cinco principais apps do varejo físico registraram em média nove sessões por mês por usuário no primeiro semestre deste ano, contra 31 sessões daquelas que são nativas digitais. A menor diferença foi verificada no Reino Unido: 11 sessões por mês por usuário nos apps de varejo físico e 20 nos apps de nativas digitais.

E o uso de apps de lojas nativas digitais está crescendo mais rapidamente que aquele de apps do varejo físico, pelo menos nos EUA. Quando comparado o primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2016, a quantidade total de sessões de apps de nativas digitais subiu 60% contra 50% dos apps de varejo físico. E a média de sessões por usuário aumentou 25% contra 15%, respectivamente, no mesmo intervalo de tempo. Amazon, Alibaba e Wish são exemplos de apps de lojas nativas digitais, ou digital first. Walmart e Target são exemplos de apps de lojas de varejo físico.

Até o fim do mês, Mobile Time divulgará a nova edição da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre comércio móvel no Brasil. Alguns resultados preliminares foram adiantados na semana passada, durante a Futurecom.