Bots12/01/2017 às 09h48

Chatbot precisa de pelo menos 2 mil perguntas para manter conversa fluida, diz especialista

Fernando Paiva

Um chatbot não nasce sabendo. Sua capacidade de conversar com o interlocutor depende da qualidade do seu motor de processamento de linguagem natural, o que inclui a extensão do seu vocabulário e uma lista de perguntas e respostas pré-cadastradas. Na opinião de Rodrigo Siqueira, fundador da InSite, empresa que tem uma plataforma de desenvolvimento de chatbots, a InBot, são necessárias pelo menos 2 mil perguntas cadastradas para que um robô consiga manter uma conversa minimamente fluida com uma pessoa.

"2 mil é o mínimo. Com 4 mil perguntas começa a ficar interessante. E não podem ser quaisquer 4 mil perguntas. É preciso que sejam perguntas que os visitantes queiram mesmo saber, que tenham a ver com o tema do chatbot", diz Siqueira. Ele fala com a experiência de quem ajudou a construir o Robô Ed, chatbot da Petrobras que passou 13 anos no ar, período ao longo do qual alcançou a marca de 40 mil perguntas cadastradas. O Robô Ed falava sobre meio ambiente e sustentabilidade. Chegou a manter 20 mil conversas por dia e forneceu mais de 200 milhões de respostas enquanto esteve em atividade.

Para a elaboração do banco de dados de perguntas é necessário contar com o apoio de especialistas sobre o tema em questão. A multidisciplinaridade da equipe, tendo psicólogos e redatores entre os profissionais, também ajuda a conferir maior qualidade à conversa.

Siqueira comenta que hoje em dia há muitos chatbots sendo criados, mas nem todos são capazes de conversar. Alguns seguem um fluxo pré-determinado, ou oferecem um menu. Dependendo do objetivo do chatbot, essa estrutura pode ser suficiente. Mas, para conversar efetivamente, é preciso adotar um motor de processamento de linguagem natural e construir um banco de dados de perguntas e respostas.

Bots Experience Day

Rodrigo Siqueira será um dos palestrantes da segunda edição do Bots Experience Day, evento produzido por Mobile Time, que acontecerá no dia 20 de março, no WTC Events Center, em São Paulo. O executivo fará uma palestra sobre a longevidade dos bots e como aperfeiçoá-los ao longo do tempo, pegando como exemplo o Robô Ed da Petrobras e as lições aprendidas em seus 13 anos de existência.

A programação do Bots Experience Day e mais informações sobre inscrições estão disponíveis no site do evento.