Segurança12/01/2018 às 10h08

Gemalto aposta em criptografia de dados para o mercado corporativo

Fernando Paiva

Aos poucos, a Gemalto está deixando de ser vista como uma empresa que apenas vende SIMcards e sendo compreendida como uma fornecedora de soluções digitais para grandes corporações, especialmente operadoras de telefonia e bancos. Uma das maiores apostas da companhia no momento é a área de cybersegurança para o mercado corporativo. Há uma crescente produção de dados no ambiente empresarial, mas ainda são tomadas poucas medidas de proteção. Não é de se estranhar, portanto, as frequentes notícias de roubos de dados – algumas das mais recentes envolviam LinkedIn e Uber.

"Segurança virou prioridade nas reuniões dos conselhos de administração. Ninguém quer estar na imprensa por causa de um vazamento de dados dos clientes. O problema é que nem sempre se sabe o que fazer para se proteger", comenta Sergio Muniz, diretor comercial para enterprise e cybersecurity da Gemalto na América Latina.

Segundo o executivo, uma das saídas seria criptografar os dados. Um levantamento feito pela Gemalto revela que em menos de 5% dos grandes vazamentos que correram nos últimos três anos no mundo os dados estavam criptografados. Se estivessem, os ladrões não conseguiriam usá-los – a não ser que roubassem também as chaves. Mas por que as empresas não criptografam? "Talvez por uma questão de costume, ou por achar que nunca vai acontecer com elas (um vazamento)", responde Muniz.

Gerenciamento de chaves e autenticação

90% dos dados corporativos armazenados atualmente no mundo foram gerados nos últimos dois anos. E 35% deles estão hospedados na nuvem, ou seja, fora das empresas. Por isso, além da criptografia dos dados, o executivo recomenda também a implementação de soluções de gerenciamento de chaves de criptografia e também de autenticação de funcionários. Neste último caso, a autenticação pode ser feita com ajuda de um smartphone e um aplicativo fornecido pela Gemalto, o MobilePASS+.

Governos, indústria financeira e o varejo eletrônico estão entre os setores que mais têm demandado soluções de cybersegurança, mas Muniz aposta que as operadoras de telefonia também vão se interessar, conforme cresce o uso de big data por elas.