Dados móveis12/11/2013 às 11h35

Instagram e Vine juntos equivalem ao YouTube em tráfego de smartphones nos EUA

Da Redação

Todos os dias surgem exemplos de como o mercado de tecnologia móvel é dinâmico. A mais nova transformação aconteceu no tráfego de aplicações de vídeo em smartphones. A inclusão de vídeos no Instagram e o lançamento do Vine, rede social de vídeos curtos criada pelo Twitter, alteraram da noite para o dia o tráfego das operadoras celulares nos EUA, de acordo com um levantamento feito pela Opera. Um ano atrás, o YouTube respondia por 25% das solicitações de streaming de vídeo de uma grande operadora norte-americana cliente da Opera. Em julho deste ano, a participação caiu para 17%. Ao mesmo tempo houve uma explosão do Vine e do Instagram, que em julho responderam por 23% e 21% das solicitações, respectivamente. Se considerado o volume de dados, Vine e Instagram somados equivalem ao YouTube.

"Instagram e Vine baixam simultaneamente dez vídeos em HD quando seus aplicativos são abertos. Isso é complicado para as redes das teles", comenta Jeffrey Glueck, vice-presidente da Opera, que conversou com MOBILE TIME durante sua passagem pelo Brasil na Futurecom. Cabe lembrar que são vídeos curtos. No caso do Instagram, o limite é de 15 segundos para cada um. No YouTube a média de duração é maior, o que gera maior tráfego com menos requisições de streaming.

Skyfire

A Opera oferece para as operadoras uma solução chamada Skyfire, que comprime automaticamente, em tempo real, os vídeos solicitados por smartphones, de acordo com a velocidade disponível pela rede naquele momento. Com um software instalado no núcleo da operadora é feita uma análise em questão de milissegundos de cada vídeo requerido e a sua recodificação na nuvem, nos servidores da Opera. A solução reduz em até 85% o volume de dados carregados em um vídeo. A resolução da imagem e até a qualidade do áudio são alterados com o propósito de fazer um streaming fluido, sem travamentos. Em uma pesquisa recente, a Opera constatou que 87% dos usuários nos EUA e 86% daqueles na Europa preferem assistir a um vídeo sem travar em baixa resolução do que não vê-lo.