Serviços móveis13/09/2017 às 23h34

Migração para 4G da base móvel nacional continua intensa

Bruno do Amaral, do Teletime

Com queda de 0,04% em julho (e total de 242,011 milhões de acessos), a base móvel brasileira parece variar pouco, mas a troca de tecnologias continuou intensa, conforme mostram os dados divulgados pela Anatel nesta quarta-feira, 13. Como era de se esperar, o LTE continua avançando e acaba por compensar a redução das demais tecnologias, sobretudo a 3G. No comparativo anual, a base total ainda mostra redução de mais de 10 milhões de linhas, ou 4,18% de encolhimento.

Em um mês, as operadoras adicionaram 3,552 milhões de acessos 4G no País, totalizando agora 84,112 milhões de linhas, um aumento de 4,41%. É quase o dobro (95,63%) do tamanho que este mercado tinha em julho de 2016. A maior responsável pelo avanço na tecnologia no mês foi a Claro, com 1,325 milhão de adições, um aumento de 7,67%. Com isso, a operadora totaliza 18,603 milhões de linhas 4G, mantendo-se como a de maior crescimento anual (127,40%), apesar de ainda ser a terceira em market share (22,12%).

A Vivo segue na liderança com pouco mais de um terço (34,52%) do mercado, total de 29,033 milhões de linhas ativas. A empresa avançou 4,20% no mês e 88,54% no ano. A TIM cresceu respectivamente 3,89% e 94,67%, totalizando 23,269 milhões de acessos e permanecendo na vice-liderança, com 27,66% do mercado. Oi aumentou a base em 1,58% no mês e 87,54% no ano, total de 12,156 milhões de conexões LTE; enquanto a Nextel apresentou a quinta queda seguida: 0,36%, total de 1,050 milhão de linhas. No ano, ainda mostra um aumento de 6,96%.

A tecnologia 3G, por sua vez, perdeu 2,813 milhões de acessos em julho (queda de 2,70%), mas ainda é a maior base no Brasil, com 101,263 milhões de conexões. Em 12 meses, a queda é de 35,266 milhões de chips (25,83% de redução). Novamente a Claro foi o destaque, desta vez com maior número de desconexões líquidas: 1,139 milhão, redução de 3,42% (no ano, a queda é de 27,09%). A base 3G da operadora é de 32,205 milhões de acessos, ou 31,80% do total de WCDMA. No mês, todas as operadoras apresentaram redução, menos Algar (com 0,14% de aumento) e Nextel (1,46% de avanço).

Enquanto a base das duas tecnologias mais recentes caminha para o ponto de inflexão (veja o gráfico acima), a base 2G continua encolhendo. Foram 955 mil desconexões no mês (recuo de 2,39%) e 17,189 milhões no ano (30,57%), totalizando em julho 39,045 milhões de acessos.

Modalidade

O pré-pago teve a maior redução desde fevereiro, com 951,7 mil desconexões (queda de 0,59%). A base inteira é de 159,236 milhões de acessos, ou 65,80% do total, mas apresenta uma redução de 10,25% em 12 meses.

Por outro lado, o pós-pago continua avançando quase no ritmo inverso, com 847,2 mil adições líquidas (aumento de 1,03%) no mês. No total, ainda é 34,20% (ou 82,774 milhões) do mercado, mas com crescimento de 10,14% no ano.