Handsets14/07/2017 às 14h13

Apreensão de celulares roubados cresce 55% em São Paulo

Fernando Paiva

Nos primeiros cinco meses deste ano, a polícia de São Paulo recuperou 4.171 celulares roubados, volume que representa um crescimento de 55% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando houve 2.688 aparelhos recuperados, informa a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo a pedido de Mobile Time.

Tudo indica, portanto, que o estado vai bater em 2017 o seu recorde em apreensões de celulares roubados. Em 2016 inteiro, a polícia paulista recuperou ao todo 7.945 terminais, volume 243% maior que o de 2015, quando foram apreendidos 2.319.

Há várias explicações para o crescimento na quantidade de celulares recuperados. A primeira é o próprio crescimento desse delito em todo o País, por conta da crise econômica e social e do aumento do preço dos telefones celulares, cujos modelos top de linha ultrapassam R$ 4 mil. Em São Paulo, 30,8% dos roubos ocorridos nos primeiros cinco meses do ano tiveram como alvo os celulares. Em 2016, a proporção era de 27,5%, no mesmo período de janeiro a maio. A Secretaria de Segurança Pública não divulga números absolutos.

Outro fator que contribuiu para o aumento das apreensões é que desde 2015 as delegacias paulistas passaram a registrar o IMEI (número universal de identificação de um telefone celular) nos boletins de ocorrência (BOs). E a partir de fevereiro de 2016, os policiais militares de São Paulo passaram a portar tablets nos quais acessam o banco de dados com a lista dos celulares roubados no estado. Desta forma, durante a abordagem de pessoas suspeitas ou quando da prisão de bandidos em flagrante, os PMs verificam se os telefones deles constam nessa lista.

Como um serviço para o cidadão, a secretaria de segurança pública de São Paulo permite que as pessoas chequem os IMEIs presentes no seu banco de dados de celulares roubados. Além disso, qualquer vítima de roubo ou furto do seu aparelho pode fazer o boletim de ocorrência pela Internet, por meio da delegacia eletrônica. Nos primeiros cinco meses de 2017, 48% dos furtos e 31% dos roubos de celulares registrados em São Paulo tiveram o BO realizado eletronicamente.

Análise

A verificação do IMEI dos celulares portados por suspeitos é uma iniciativa importante da polícia paulista e que deveria ser adotada no País inteiro. O ideal, contudo, é que a verificação fosse feita no banco de dados do Cadastro Nacional de Estações Móveis Impedidas (CEMI), gerenciada pela ABR Telecom, em vez de apenas na lista de cada estado. Desta forma, se um bandido em São Paulo estiver portando um celular roubado no Rio de Janeiro, isto seria identificado em uma abordagem pela polícia paulista.

O grande problema é a facilidade com que se pode adulterar o IMEI, através do uso de softwares. Se isso tiver sido feito, a verificação em qualquer base de dados é inócua.

Pesquisa

Qual a proporção de brasileiros que já tiveram um celular roubado ou furtado? Quantas vezes, em média, essas pessoas passaram por esse problema? Como as vítimas reagiram da última vez que foram assaltadas? Fizeram BO? Mandaram bloquear o aparelho? Essas são algumas das perguntas que serão respondidas em uma pesquisa inédita realizada por Mobile Time e Opinion Box, cujo relatório será divulgado na semana que vem por este noticiário e disponibilizado para download em www.panoramamobiletime.com.br.