Comportamento14/11/2017 às 10h59

Celular é usado na vertical mais de 70% do tempo, informa estudo

Fernando Paiva

É notório que o celular é mais usado na vertical que na horizontal: basta observar as pessoas à nossa volta e os smartphones em suas mãos. Isso tem influenciado até mesmo a produção de conteúdo audiovisual, com vídeos sendo filmados na vertical, tanto pelos próprios usuários quanto por marcas e diretores profissionais. Alguns apps de redes sociais, como o Snapchat, estão contribuindo para popularizar ainda mais o consumo de conteúdo na vertical. Mas há também ainda muitos apps cuja experiência fica melhor com o celular deitado, na horizontal, como Netflix, YouTube e vários jogos móveis. No fim das contas, quanto tempo passamos com o smartphone em pé e quanto tempo com ele deitado? Há alguma variação significativa nesse comportamento de acordo com o tamanho da tela ou com o sistema operacional? Estas foram as perguntas que um estudo realizado pela Scientia Mobile procurou responder, a partir da observação de centenas de milhares de devices distribuídos no mundo todo ao longo do terceiro trimestre deste ano.

De maneira geral, o smartphone é usado na vertical mais de 70% do tempo. Há, contudo, uma correlação com tamanho de tela, no caso dos aparelhos Android: a proporção de uso na vertical cresce conforme aumenta a tela do aparelho. Os celulares com menos de 3 polegadas são usados na vertical 72% do tempo. Daí em diante, o percentual sobe continuamente até alcançar 94% entre os modelos com 6 a 6,5 polegadas (veja gráfico abaixo).

No iOS, o uso no vertical apresenta percentuais altos em todos os tamanhos de tela, embora também cresça um pouco quanto maior for modelo. A variação vai de 94% a 98%.

Tablets

Nos tablets, a tendência se inverte: quanto maior a tela, menor o uso dos aparelhos na vertical. No caso do iOS, o uso na horizontal é predominante em todos os tamanhos de tablets. No Android, ele supera o uso na vertical a partir dos tablets de 10 polegadas. O uso dos tablets na horizontal pode ser explicado pela utilização de aplicações de vídeos e filmes, como Netflix e YouTube.