TVM 201716/05/2017 às 15h58

Especialistas relatam "gap" para investimentos semente em start-ups brasileiras

Henrique Medeiros

O crescimento do ecossistema de start-ups no Brasil é um fato irremediável. Apenas entre filiados à Associação Brasileira de Startups (AbStartups) são mais de 4 mil empresas e 52 mil empreendedores no País que encaram muitas dificuldades como apoio, documentação, estruturação e finanças. Mesmo com empresas focadas em acelerar as novas entrantes e suas tecnologias, os investidores revelam uma lacuna para se alcançar investimentos acima de US$ 300 mil no Brasil, algo que pode desacelerar o desenvolvimento do setor, como apontou Franklin Luzes, COO da Microsoft Participações: “Você tem mais de 30 aceleradoras, global venture capitals, local venture capitals, coworkings, o Brasil começa a ter uma maturidade para construir empresas. Mas você tem uma lacuna entre US$ 400 mil e US$ 2 milhões”.

O problema do “gap financeiro” para dar suporte às start-ups foi evidenciado por outro investidor, Andre Ghignatti, co-fundador e diretor executivo da WOW Aceleradora de Startups. Para ele, o problema é maior na faixa entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão, que seria cara para um investidor-anjo e barata para os grandes fundos.

Preenchendo colunas

Os executivos apontaram algumas soluções que estão sendo criadas para cobrir o gap, como um fundo em parceria com BNDES (ainda em discussão com o governo) e o fundo de investimento BR Startup que tem injeção de dinheiro e mentoria da Microsoft, BB Seguridades, Algar, Qualcomm, Monsanto e AgeRio para as start-ups.

Renato Valente, country manager da Wayra, acredita que falta as corporações de diversos segmentos apostarem nas start-ups.

Contudo, o executivo da Qualcomm explica que aquelas que ainda não entraram podem apoiar iniciativas como BR Startup, ventures como Redpoint ou injetar dinheiro para start-ups a partir da rodada três, quando as novas empresas começam a ficar mais maduras.