Comportamento17/11/2017 às 10h38

Maioria dos brasileiros com smartphone preferem acessar a web pelo dispositivo

Henrique Medeiros

100% dos usuários brasileiros donos de smartphones usam seus devices para se conectar à Internet. A maioria, 74%, prefere o dispositivo como meio de acesso à web. De acordo com a pesquisa MMA Mobile Report 2017, feita junto com a Kantar, o número é superior aos resultados de um ano atrás, quando 66% dos participantes responderam que preferiam navegar pela Internet em seus handsets.

A pesquisa ouviu 800 pessoas, sendo 50% homens e 50% mulheres. Ela revela ainda que 94% das pessoas fazem o acesso à Internet em casa, 60% no trabalho, 46% na casa de parentes, 32% nos locais de estudo (escola, faculdade ou biblioteca), 14% em cafés e lan houses. Sobre os tipos de conexões que usam, 81% dizem que o Wi-Fi é o meio preferido, seguido por planos de dados, com 57%. Já 28% usam Wi-Fi público e 22%, a linha pré-paga. Essas duas últimas questões foram de múltipla escolha.

“No fim do dia, a maioria (81%) prefere se conectar no Wi-Fi, pois o plano de dados não é tão extenso para o consumidor brasileiro”, afirma Maura Coracini, head de digital e mídia na Kantar.

Na média diária dos entrevistados, o uso de Internet em dispositivos móveis foi de 3 horas e 34 minutos, um crescimento de 6% se compararmos ao tempo do ano passado de 3 horas e 14 minutos.

Operadoras

O MMA Mobile Report revela ainda que 4 entre 5 brasileiros possuem plano pré-pago ou controle e que gastam em média R$ 50 por mês com suas operadoras. A TIM foi a empresa mais citada na pesquisa, com 36% dizendo que são seus assinantes. A Oi aparece em seguida empatada com a Vivo e a Claro, com 21% cada. Nextel representava apenas 2% dos entrevistados. 

A pesquisa também apontou que, entre as pessoas que possuem planos de dados, 70% usam o serviço para acessar à Internet.

Sobre a qualidade do serviço, 50% consideram o acesso móvel bom; 23%, nem bom e nem ruim; 16%, excelente; 8%, ruim; e 3%, péssimo. Na pesquisa de 2016, o índice mostrava uma percepção um pouco pior, com 13% considerando o serviço excelente; 48%, bom; 25%, nem bom e nem ruim; 11%, ruim; e 4%, péssimo. Coracini, da Kantar, ressalta que esta visão de melhoria no acesso ocorreu em todas as regiões do País.