Balanço financeiro19/02/2014 às 11h38

Oi bate recorde histórico de recargas em dezembro

Da Redação

A Oi informa que em dezembro passado bateu o seu recorde histórico de recarga de pré-pagos. O volume bruto de recargas cresceu 5,3% em um ano, enquanto a base pré-paga da companhia aumentou 3% nesse período. A recarga média diária atingiu seu maior patamar desde 2010. Os valores exatos não foram divulgados.

Parte desse desempenho se deve ao aumento de uso de dados pelos clientes pré-pagos. A receita com dados nesse segmento cresceu 77% ao longo de 2013 e o faturamento com serviços de valor adicionado (SVA), 32%. Isso é explicado pela popularização de smartphones e pelo lançamento pela Oi de novos planos de dados voltados para pré-pagos. A operadora informa que o uso de créditos pré-pagos para acesso à web pelo celular cresceu em 2013, mas não revela em que proporção.

Desde que a Oi trocou de comando, passando a ser presidida pelo executivo português Zeinal Bava, seu foco se transferiu para a base pré-paga. A empresa lista cinco razões para essa reviravolta: 1) escala; 2) custo mais baixo de aquisição de clientes; 3) nenhum custo de emissão de faturas; 4) inexistência inadimplência; e 5) impacto favorável no capital de giro. Diante da situação financeira na qual Bava encontrou a companhia, altamente endividada e com índices preocupantes de provisões para devedores duvidosos (PDD), o melhor caminho foi apostar no pré-pago.

No segundo semestre do ano passado, a Oi lançou duas ofertas para pré-pagos: a "Tudo por dia", com cobrança diária para serviços ilimitados, como R$ 0,50 para acesso à web pelas redes 2G e 3G , e o "Oi Galera", voltado para o público jovem, que inclui um serviço ilimitado de música e acesso ilimitado à rede Wi-Fi e 3G por R$ 0,99 ao dia.

Dados e SMS

No total, incluindo os clientes pós-pagos, a Oi registrou em sua operação móvel um crescimento de 69% na receita com dados e SVAs no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano passando, alcançando R$ 463 milhões. Por outro lado, a receita com SMS está caindo. A empresa reconheceu isso no seu relatório de balanço, mas não forneceu números absolutos: "Na comparação com o trimestre anterior, a receita líquida aumentou 2,5% em razão do aumento do volume de recargas e da venda de aparelhos durante o Natal, parcialmente neutralizado pela queda da receita de uso de rede, relacionada principalmente ao menor tráfego de SMS", descreve o documento.