Pagamentos móveis19/03/2014 às 14h08

Pagtel projeta transacionar R$ 130 milhões este ano em pagamentos móveis

Da Redação

A base brasileira de telefonia móvel está migrando rapidamente para smartphones. Apesar disso, não está havendo até agora uma transição na mesma velocidade para novos meios de recarga de créditos pré-pagos. Por incrível que pareça, segue crescendo a compra através de URA (Unidade de Resposta Audível, ou seja, aquele sistema de compra por chamada telefônica e comandos digitados no teclado numérico do telefone). É o que revelam os números da Pagtel, empresa que há dez anos mantém um gateway de pagamentos usado principalmente para venda de recargas via URA para usuários da Vivo, Nextel e Algar Telecom. A Pagtel tem uma base de 25 milhões de usuários cadastrados, dos quais 4,5 milhões são ativos, base que vem aumentando a uma média de média 3 mil novos clientes por dia, informa Felipe Lessa, diretor de marketing e produtos da companhia. Em 2012, registrou crescimento de 20% em transações através de seu gateway, atingindo a marca de R$ 100 milhões. Para este ano, projeta atingir R$ 130 milhões transacionados. A maior parte das transações provém da recarga via URA, mas está incluída nesses valores uma pequena parcela relativa a vendas por SMS e app, além de alguns serviços de m-commerce.

Um dos segredos da Pagtel para continuar crescendo na venda de recargas via URA está em suas ações de mobile marketing via SMS, através das quais procura manter o engajamento do seu cliente. São campanhas que levam em conta o perfil de gasto mensal com telefonia de cada usuário, além de outros dados coletados ao longo do seu histórico de uso da plataforma. Tudo feito com a devida autorização (opt-in) do usuário, garante Lessa. Seu broker de SMS atual é a Facilita.

A compra via URA é feita com cartão de crédito. O cliente precisa informar o número e digitar seu CPF. Na prática, é uma transação não presencial de crédito de um bem virtual, o que lhe confere um risco elevado de fraude. "Nossa expertise está em conter esse tipo de risco. Nossa taxa de chargeback gira em torno de 0,6% ou 0,7%, abaixo da média do mercado, que é de 1,3% a 1,5%", afirma o diretor. A Pagtel tem a certificação de segurança PCI DSS, renovada recentemente pela terceira vez consecutiva

Diversificação

Apesar do contínuo crescimento das vendas via URA, a Pagtel vem diversificando sua atuação. Seu gateway de pagamentos é o responsável pelas recargas feitas através do app "Já recargas", da Redeflex, por exemplo. A empresa criou uma unidade de varejo, com soluções para vendas remotas de ingressos de shows, delivery de comida, táxi etc. Além disso, um piloto de venda de microsseguros pelo celular com sua plataforma está em curso. "Somos especializados em compras remotas com cartão de crédito. Tanto faz qual é a interface (SMS, app etc). A base é igual e a segurança é a mesma", garante o executivo.