Serviços móveis20/04/2018 às 21h09

Base móvel brasileira para de cair em março com avanço do LTE

Bruno do Amaral, do Teletime

Graças ao contínuo avanço do LTE e dos acessos máquina-a-máquina (M2M), a base brasileira de telefonia móvel voltou a crescer em março em relação a fevereiro, ainda que o comparativo anual mostre queda. Com 130,7 mil conexões a mais, o aumento de 0,06% é praticamente nulo para o total de 235,786 milhões de acessos móveis no Brasil ao final do primeiro trimestre, mas é o primeiro resultado positivo mensal desde agosto do ano passado. Em relação a março de 2018, entretanto, houve queda de 2,88%, ou 7,004 milhões de desconexões em 12 meses.

O saldo positivo foi especialmente devido à base LTE, que aumentou 2,6% no mês e 54,7% no ano, totalizando 110,343 milhões de acessos, ou 47% da base total brasileira. O maior crescimento na tecnologia foi novamente da Vivo, que adicionou 963,8 mil acessos (avanço de 2,7%) no mês, fechando o trimestre com 36,969 milhões de linhas e a liderança do mercado, com 33,5%. No comparativo anual, a companhia aumentou 50,3%. Por sua vez, a TIM aumentou sua base em 2,4% no mês (e 49,9% no ano), totalizando 29,545 milhões de conexões.

A Claro apresentou o maior crescimento proporcional no mês: 2,8% (além de 63,6% no ano), total de 24,656 milhões de linhas. A Oi, que avançou 2,3% no mês e totalizou 18,031 milhões de acessos, teve o maior aumento anual: 66,2%. A Nextel encerrou março com 1,139 milhão de conexões, avanço de 0,93% no mês e de 4,2% no ano. Confira no gráfico abaixo o market-share de cada empresa:

Os acessos M2M cresceram tanto na modalidade Especial (2,3% no mês e 22,4% no ano, total de 7,287 milhões de linhas) quanto na Padrão (1,7% e 19,7%, respectivamente, com total de 8,760 milhões de acessos).

Quedas

No WCDMA (3G), o ritmo de desconexões foi um pouco além do mês anterior (queda de 2,8%, contra 2,6% em fevereiro), totalizando 76,639 milhões de acessos. Em 12 meses, foram 34,236 milhões de desconexões, recuo de 40,9%. As únicas duas empresas a apresentar crescimento nessa tecnologia foram Algar (0,12% no mês e 0,66% no ano) e Nextel (3,4% e 22,2%, respectivamente).

Nas demais tecnologias, também foram mantidos padrões de meses anteriores. Na 2G/GSM, houve queda de 2,2% no mês, e de 30,5% no acumulado de 12 meses, totalizando 29,999 milhões de acessos. Os terminais de dados de banda larga (modems e tablets) caíram 2,5% e 33,8% respectivamente, somando 2,754 milhões de conexões ao fim do primeiro trimestre de 2018.

Modalidade

Apesar de o pré-pago ter observado queda menor (0,61%, contra 0,95% em fevereiro, total de 145,149 milhões de acessos), o pós-pago cresceu mais (1,1%, contra 0,93%, total de 90,636 milhões de linhas). Assim, o mix da base total brasileira é de 61,6% de pré e 38,4% de pós. Confira a evolução no gráfico abaixo.