Mobile banking24/11/2014 às 10h57

Base brasileira de mídia móvel que usa mobile banking passa de 35% para 52% em um ano

Fernando Paiva

O acesso a serviços bancários através do celular caiu no gosto do brasileiro. De um ano para cá, o percentual de usuários de mídia móvel que realizaram algum tipo de operação bancária através do celular no Brasil passou de 35% para 52%, segundo pesquisa realizada pelo MEF. Foi considerado como usuário de mobile banking qualquer pessoa que tenha feito pelo menos uma transação bancária móvel nos últimos 12 meses, seja via app ou SMS.

O resultado é parecido com o encontrado por outras pesquisas recentes, que também indicam que aproximadamente metade dos brasileiros com conta bancária usa mobile banking. Em setembro, uma pesquisa realizada por MOBILE TIME e Opinion Box revelou que 43% dos internautas brasileiros com conta bancária e telefone celular usam mobile banking e metade destes prefere o acesso móvel ao Internet banking.

Ainda segundo a pesquisa do MEF, subiu de 8% para 20% o percentual de brasileiros usuários de mídia móvel que pagam contas através do celular. E a proporção daqueles que verificam seu saldo bancário pelo celular aumentou de 15% para 23%. "Houve crescimento de todas as atividades de mobile banking na América Latina no último ano. É um verdadeiro boom", diz o chairman do MEF, Andrew Bud.

Outros resultados da pesquisa do MEF foram divulgados por MOBILE TIME na semana passada, durante o MEF Global Forum, em São Francisco, nos EUA – leia as matérias relacionadas abaixo.

Análise

Diversos fatores contribuem para esse crescimento do mobile banking no Brasil, desde a popularização dos smartphones, que agora respondem por 80% das vendas de celulares no País, até o aprimoramento dos aplicativos bancários, passando também pelo boca a boca entre usuários – muitos já perceberam que é mais rápido pagar uma conta usando a câmera do celular para ler o código de barras em vez de digitar os números no laptop ou ir até um caixa eletrônico. Vale destacar também iniciativas como a do Bradesco, que conseguiu um acordo com as operadoras brasileiras para que seus correntistas não paguem pelo tráfego de dados em seus apps.