Handsets26/01/2018 às 16h56

Três meses depois: Quantum Sky

Henrique Medeiros

O smartphone da Quantum Sky é um dos melhores exemplos para nós fazermos reviews de três meses dos handsets no Mobile Time. Lançado em agosto de 2017 pela marca brasileira Positivo, o aparelho, nas primeiras semanas, roda fluentemente e com poucos erros, mas, a partir do segundo mês já começa a apresentar problemas que precisamos falar.

Bateria

A primeira dificuldade – e mais notória – é a bateria. Mesmo com 4.010 mAh de capacidade, a sua durabilidade era no máximo de 18 horas, ou seja, antes do fim do dia é necessário buscar uma tomada ou power bank para recarregar o celular. Por outro lado, sua recarga é rápida. É possível ter 50% da bateria em 30 minutos.

Som

Adoro falar sobre a capacidade sonora dos devices e, geralmente, é algo bem esquecido quando se analisa um smartphone. É importante dizer que os alto-falantes do Quantum Sky parecem abafados. O ideal é utilizar os fones de ouvido com este smartphone, a experiência é melhor seja para ouvir vídeos ou escutar música em streaming.

Capacidade Computacional

Outro problema é para rodar apps mais pesados, como games e vídeos longos no YouTube ou Netflix. Em teoria, a capacidade computacional, de processamento e de armazenamento de 4 GB de RAM, 64 GB de espaço e octa-core de 2 GHz deveria suportar, como vimos em outros aparelhos similares como Zenfone 3, Moto Z2 Play e Xperia XA Ultra.

Com os mobile games é comum eles travarem e, em alguns casos, eles não funcionam e precisam ser desinstalados. Isso ocorreu com jogos como Hitman, Captain Tsubasa, Motorsports Manager, Cavaleiros dos Zodíaco e Final Fantasy Tactics. Em vídeos longos, o problema é o constante aquecimento. Esse problema também acontece com vídeos ao vivo no YouTube, por exemplo.

Conectividade

Aliás, o problema de aquecimento constante também aparece com o uso do 4G. Com a utilização de conexão LTE, o aparelho fica muito quente. Esse problema aparece quando o handset está em segundo plano, como quando o celular está no bolso da calça. Embora estivesse conectado o tempo todo, não houve falhas ou quedas no acesso, mas causa incômodo ter um smartphone que esquenta com frequência. Importante frisar que esse problema não aparece quando conectado ao Wi-Fi.

Câmeras

A câmera frontal de 16 MP é melhor que a câmera traseira de 13 MP em todos os sentidos, ângulo aberto, fechado, locais escuros e com bastante luz. Ou seja, aos aficionados por selfies o Quantum Sky é ótimo. Já para pessoas que tiram fotos do ambiente e de paisagens, o handset é sofrível. O zoom da câmera traseira não traz clareza em ângulos abertos e a câmera dá mais destaque à foto em locais com muito luz, com pouca luminosidade a imagem ficava granulada. Além disso, a lente fica exposta e não tem proteção.
Usabilidade

Por outro lado, o Quantum Sky também tem pontos positivos. Para começar, o sistema operacional é o Android Nougat (7.0), o sistema operacional funciona com fluidez e poucos erros no OS. O leitor biométrico não é tão ágil como os produzidos pela Motorola e pelo Samsung, mas funciona bem e serve ao seu propósito.

Tela

Mais notórios para o uso no cotidiano, a tela de 5,5 polegadas Full HD traz mais densidades às cores vivas. Aqui, vídeos reproduzidos no YouTube ou filmes infantis na Netflix (bem coloridos) são ótimos exemplos de conteúdos que podem ser consumidos no device da Quantum. Vale destacar a função MiraVision que permite melhorar a qualidade de imagem em saturação, contraste, brilho, nitidez e principalmente, temperatura de cor.

Design

Muito parecido com o One Plus, o seu design é uma categoria campeã no Quantum Sky. Com alumínio aeronáutico em sua traseira, ele escorrega um pouco na mão, mas não tanto como o Moto E4. Por outro lado, é bonito na cor cinza e é mais fácil de pegar, ou seja, sua ergonomia é melhor. Os botões laterais são fáceis de usar e as bordas arredondadas ajudam na pegada do device. Por outro lado, é comum ele passear pela mesa enquanto vibra.

Resumo

Quando a Quantum chegou no mercado brasileiro, dois anos atrás, foi uma novidade muito boa para os consumidores. Seu primeiro device, o Go, era um handset barato e comparável aos líderes do mercado como Moto G e Galaxy J. Agora, o Quantum Sky manteve a mesma dinâmica do mercado. Focou na câmera de selfie, adicionou leitor biométrico e tentou se diferenciar com seu design e tela, na tentativa de se aproximada da gama média-lata, mas ficou para trás em usabilidade e capacidade computacional.

O Quantum Sky pode ser muito bem indicado para pessoas que tiram selfies com frequência, veem vídeos curtos no YouTube e ficam a maior parte do tempo conectados ao Wi-Fi. Para os usuários que ficam o tempo inteiro de olho na tela, gostam de consumir muito conteúdo e usam mais a câmera traseira para fotos e vídeos, é indicado buscar outras soluções no mercado.