Economia do compartilhamento27/03/2018 às 15h19

Depois das bicicletas, é a vez do compartilhamento de guarda-chuvas

Fernando Paiva

Quem nunca foi pego desprevenido por uma chuva no meio da rua? Em geral temos as seguintes opções: buscar abrigo e esperar o tempo melhorar; comprar um guarda-chuva com um ambulante; pegar um táxi; ou encarar a tempestade. A start-up Rentbrella propõe outra solução: alugar um guarda-chuva. Tal como as bicicletas compartilhadas, que fazem sucesso no Rio de Janeiro e em São Paulo, sua ideia é oferecer guarda-chuvas compartilhados, disponibilizados por meio de estações instaladas em locais estratégicos, como prédios comerciais e estações do metrô.

"Queremos que as pessoas aposentem seus guarda-chuvas. A ideia é que não haja mais necessidade de ter um guarda-chuva", diz Nathan Janovich, CEO e cofundador da Rentbrella.

50 estações estão sendo instaladas até o fim deste mês em prédios comerciais na região da Avenida Paulista, em São Paulo. Cada uma comporta 347 guarda-chuvas. Ao todo, neste primeiro momento, a empresa disponibilizará 30 mil guarda-chuvas – para garantir o atendimento é preciso ter mais unidades do que espaços de armazenamento. Até o final do ano serão 700 estações e 350 mil guarda-chuvas, o que inclui a expansão para outras áreas da capital paulista e para novos locais, como shopping centers e estações de metrô. A empresa pretende levar o serviço para outras cidades do País. O Rio de Janeiro deve receber a novidade antes do próximo verão.

Os guarda-chuvas são produzidos na China. Cada um tem 83 cm de diâmetro e são feitos de material hidrofóbico, ou seja, não ficam molhados. A estação é produzida no Brasil.

Como funciona?

Para pegar um guarda-chuva, é preciso primeiro baixar o app do Rentbrella (Android, iOS) e informar seu número de cartão de crédito para a cobrança. No aplicativo, é possível buscar pelas estações mais próximas. Chegando a uma delas, basta escanear com o app o QR code de identificação daquela estação e, em seguida, digitar o token individual que aparece na tela do smartphone. Feito isso, um guarda-chuva é liberado pela máquina. Depois de usado, é preciso devolvê-lo em uma estação – não precisa ser a mesma de onde pegou.

O serviço custa R$ 1 por hora. A cobrança acontece somente de segunda a sexta-feira, entre 10h e 18h. Quando um guarda-chuva é retirado e devolvido fora do período de cobrança, o usuário paga apenas R$1. Se alguém pegar um guarda-chuva às 17h e devolver até 9h59 do dia seguinte, pagará também apenas R$ 1. O máximo permitido são 16 períodos de uma hora cada (sem contar noites e finais de semana). Depois disso, o sistema considera que o guarda-chuva foi perdido e é cobrada uma taxa adicional de R$ 34.

Publicidade

Paralelamente, a Rentbrella conversa com algumas agências e marcas sobre a possibilidade de explorar publicidade em seus guarda-chuvas. A ideia seria vesti-los com alguma logomarca, tal como é feito no caso das bicicletas do Itaú. Seria mais uma fonte de receita para a companhia.

Também está nos planos da empresa a expansão internacional. Janovich tem conhecimento apenas de concorrentes no Canadá e na China.

Tela Viva Móvel

Janovich participará do Tela Viva Móvel deste ano, cujo tema é a inovação a partir do mobile. Ele fará uma palestra sobre o projeto do Rentbrella em uma sessão dedicada à inovação na era do compartilhamento.

O Tela Viva Móvel acontecerá no dia 14 de maio, no WTC, em São Paulo, e já conta com palestras confirmadas de diretores de empresas como TIM, Vivo, Quinto Andar, dentre outras. A agenda atualizada e mais informações sobre o evento estão disponíveis no site www.telavivamovel.com.br, ou através do telefone/WhatsApp 11-3138-4619, ou pelo email eventos@mobiletime.com.br.