Balanço financeiro27/04/2018 às 14h24

Gemalto finaliza 1º trimestre com receita estável de 650 milhões de euros

Henrique Medeiros

A Gemalto finalizou o 1º trimestre de 2018 com receita de 650 milhões de euros, uma pequena variação negativa (- 0,15%) ante 651 milhões obtidos um ano antes. O faturamento da fornecedora europeia foi impacto positivamente pelo incremento nos lucros da divisão de “Identidade, Internet das Coisas e Cibersegurança”. De acordo com o relatório financeiro divulgado nesta quarta-feira, 27, esta área teve crescimento de dois dígitos, 15%, ao registrar um faturamento de 293 milhões de euros; no primeiro trimestre de 2017 obteve 256 milhões de euros.

Identidade, Internet das Coisas e Cibersegurança

O desenvolvimento desta unidade de negócios teve uma forte demanda no começo de 2018, devido às soluções de identidade para governos, biometria para bancos, softwares para criptografia e gerenciamento de senha e produtos de IoT para empresas de saúde e montadoras automobilísticas. Ásia, Europa e Oriente Médio foram as regiões que mais demandaram soluções nessa área. Ao fim do primeiro trimestre de 2018, esta divisão representa 45% do faturamento total da Gemalto. Um ano antes, sua fatia era de 39%. Na visão da companhia, a nova regulação de proteção de dados da Europa (GDPR) e a preocupação com a segurança e com a privacidade de dados contribuem para o crescimento do segmento.

Smartcard e Emissores

Por sua vez, a divisão de “Smartcard e Emissores” teve uma queda de 10% na receita. A companhia registrou 357 milhões de euros no primeiro trimestre de 2018, ante 397 milhões de euros um ano antes. A Gemalto explicou que as vendas de chips EMV caíram 5% nos Estados Unidos, uma vez que o mercado de cartões de crédito e débito como um todo naquele país já está ‘chipado’, ou seja, como todos já têm o chip, a demanda pelo produto caiu. Em relação à renda total, esta unidade de negócios representa, neste primeiro trimestre de 2018, 55%. Um ano antes, os negócios com chips e emissores eram responsáveis por 61% do faturamento da empresa.

Transição

Com o mercado de SIMcards passando por mudança nos chips telefônicos, a Gemalto decidiu abandonar um segmento específico de SIM de baixo custo a partir do 1º trimestre de 2018. A ação faz parte do plano de transição da firma que começou em 2017.  Vale lembrar que a Gemalto passou a focar seus negócios em demanda para proteção de cidadãos, biometria, soluções de controle de fronteira, cibersegurança, expansão do IoT em setores da indústria, otimização dos custos e foco em mercados específicos em SIMcards e seus serviços e venda de soluções conectadas sob demanda (ODC) para operadoras móveis. O plano de transição deve trazer impacto positivo a partir do segundo semestre de 2018, explicou a CFO da Gemalto, Virgine Duperat-Vergne, em conferência com analistas do mercado nesta sexta-feira.

Thales e os próximos passos

Phillipe Vallée, CEO da Gemalto, lembrou que a francesa Thales fez uma oferta pela compra da Gemalto no último dia 27 de março, já aceita pelo conselho da fornecedora. Ele espera que, uma vez aprovada na Assembleia de Acionistas, a aquisição pela empresa seja concluída até o final do ano. Na proposta, a Thales – companhia que trabalha com soluções aeroespaciais, transporte, defesa e segurança – planeja comprar 57% das ações da fornecedora europeia por aproximadamente 51 euros cada (além de 25 euros por ADR). O valor total da aquisição deve alcançar 4,8 bilhões de euros. A Assembleia de Acionistas está marcada para 18 de maio em Amsterdã, Holanda.