Comportamento29/11/2017 às 20h03

Metade dos millennials brasileiros estão insatisfeitos com experiência digital dos bancos nacionais

Isabel Butcher

Para 50% dos millennials brasileiros os bancos nacionais não estão atendendo suas expectativas quando o assunto é online banking. Eles querem soluções simples e rápidas, o que, até o momento, não acontece como esperado. O dado foi extraído do relatório “A mente e bolso do millennial”, produzido pela Harris Insights & Analytics e divulgado pela Mastercard nesta quarta-feira, 29, durante o Innovation Fórum, evento anual de inovação e tecnologia da empresa do setor de pagamentos. O estudo foi feito na América Latina, em especial no Brasil, na Colômbia e no México.

Os dados mostram ainda que os millennials latino-americanos, em especial dos países citados acima, identificam-se como cidadãos tecnológicos e que 52% acreditam que a tecnologia vai solucionar muitos dos problemas enfrentados pela sociedade dos dias de hoje. Para eles, a tecnologia é uma ferramenta essencial. Não à toa que essa geração nascida entre 1979 e 2004 está sempre à procura de inovações tecnológicas. Um em cada 3 millennials latino-americanos se considera precursor na adoção de novas tecnologias. Os dispositivos móveis são suas principais ferramentas e meios de capacitação, e eles passam, em média, 18 horas por dia consumindo conteúdo multimídia.

Mobile

De acordo com as análises feitas pela equipe da Harris Insights & Analytics, o mobile tem a força e a capacidade de empoderar esses jovens, mas também é um grande equalizador. A expansão dos handsets é visível. Para se ter uma ideia, a população de latino-americanos com handsets vai alcançar 512 milhões de pessoas (80%), cada uma usando 3,7GB de dados por mês até 2021. Em cinco anos, haverá 1,4 device conectado por cidadão na região. Apenas em 1 minuto, mais de 29 milhões de mensagens são enviadas via WhatsApp. E, entre os millennials latinos, o Android faz parte da vida de 71% deles, enquanto 31% possuem celulares iPhones.

Para esses jovens, disrupção é sinônimo de simplicidade. Um em cada três se considera early adopter (disposto a descobrir e usar ideias novas). Assim, empresas que apresentam melhores soluções do que as mais antigas são sempre bem-vindas.

Preocupação com educação e em adquirir experiências de vida faz parte do DNA dessa geração. Viajar é o principal objetivo de vida para um jovem – afinal é conhecendo novos lugares que eles ganham a tão desejada experiência de vida –, mas a dependência financeira de 67% dos millennials latino-americanos acaba por comprometer os planos da geração.

Redes Sociais

O estudo foi realizado com jovens entre 21 e 27 anos nos países da América Latina. De acordo com o resultado da pesquisa, eles são seres superconectados. Redes Sociais são como uma extensão de suas vidas e lá eles dividem com amigos o lado social e o profissional. Não há distinção para eles. Entre as principais plataformas, 96% dos millennials latinos usam WhatsApp, 94% YouTube e 92% Facebook.

Trabalho dos sonhos

Eles também desafiam o status quo. Ou seja, estão à procura de um emprego que os motive – e isso significa trabalhar numa empresa que faça a diferença para a sociedade e que os resultados sejam vistos rapida e facilmente. Mas, caso esse emprego dos sonhos não é encontrado, eles criam esse trabalho e montam suas próprias start-ups. Para 71% dos jovens, é importante encontrar um trabalho com um significado que vá além do trabalho em si; e 72% querem que seu trabalho tenha um impacto positivo na sociedade. No entanto, ser mais um no meio de tantos numa empresa não os motiva muito. 77% dos millennials entrevistados acreditam que terão que construir seu próprio caminho para o sucesso, sem que seja preciso depender de terceiros; e 71% querem criar seu próprio negócio.