Transporte de passageiros30/01/2018 às 16h41

Novos apps da 99 sofrem com lentidão e desaparecimento de funções

Henrique Medeiros

A 99 (Android, iOS) atualizou na última semana o seu aplicativo para motoristas e passageiros. Em um primeiro momento, a mudança na plataforma feito por profissionais da DiDi e da 99 foi bem vista por motoristas e passageiros, pois melhorava a distribuição de telas, a navegação e aspectos de preço e segurança. No entanto, uma semana após a mudança, os usuários da plataforma (motoristas e passageiros) reclamam dos novos aplicativos. Motoristas se queixam que o mapa de navegação ficou lento em seus smartphones.

Durante viagens feitas no fim de semana por este repórter do Mobile Time com o novo app, confirmou-se a lentidão na navegação. Além disso, as corridas especiais (motorista mulher, corrida com animais de estimação e carros com bagageiro grande) desapareceram do aplicativo. Mas a principal reclamação dos dois lados é o fato de a opção de pagamento com cartão de débito e dinheiro dentro do carro não está mais disponível no app. Inclusive, os motoristas de carros particulares são os que mais reclamam.

Um condutor que preferiu não revelar o nome disse que comprou a maquininha de cartão da PagSeguro durante a Black Friday, mas agora não pode usá-la. Com a mudança, os motoristas recebem apenas os valores via voucher ou cartão pré-pago. Novamente, este problema também ocorre com o consumidor. Outro motorista alertou que sua maquininha não pode ficar 30 dias parada, ou será desabilitada automaticamente.

Período de testes

Procurada por esta publicação, a 99 informou que está ciente da lentidão para motoristas e passageiros e que está trabalhando para corrigir essa instabilidade. Sobre as funções de carros especiais, a equipe da empresa está trabalhando apara adicionar a função novamente no app até março deste ano. Por fim, sobre os meios de pagamentos, a 99 afirmou que está “em um período de testes para entender as melhores formas de atender nossos motoristas e passageiros”. A companhia ressalta que a “exclusão desta forma de pagamento não é uma medida definitiva”.