Mercado30/01/2018 às 18h37

TIC no Brasil crescerá 2,2% em 2018, prevê IDC

Henrique Medeiros

O mercado de TIC deve crescer 2,2% no Brasil em 2018. A previsão foi apresentada pela IDC nesta terça-feira, 30. De acordo com a estimativa, o setor de telecomunicação estará estável em 2018, com queda de investimentos na ordem de 0,1%. Já o segmento de TI terá um incremento de 5,8%, sendo que parte desse acréscimo já deve acontecer no primeiro semestre.

André Loureiro, gerente de pesquisa e consultoria em TIC da IDC, explicou que o baixo investimento em telecomunicações não reflete um recuo das operadoras, pois a maioria delas está investindo em tecnologia da informação.

“Quando falamos em investimentos em telecom, não falamos em operadoras, mas em serviços. Se formos olhar os serviços, o ARPU (receita média por usuário) caiu, serviços de voz fixa também. Por outro lado, vimos a entrada de voz ilimitada e o usuário consumindo mais dados. Isso contribuiu para uma redução do mercado”, disse Loureiro. “Por isso, vemos as operadoras cada vez mais se posicionando em TI e telecom. Um exemplo é que quase todas elas oferecem serviços de cloud”.

Vale ressaltar que a IDC Brasil não compartilhou os números absolutos de 2017. A companhia está finalizando os últimos detalhes para divulgar os dados do ano passado.

Por outro lado, ‘otimismo’

De acordo com Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria para softwares e serviços da companhia, as conversas recentes que a IDC teve com os players do mercado demonstram que o ecossistema de TIC “está otimista” para investir em 2018. Denis Arcieri, presidente da IDC no Brasil, acredita que as empresas estão mais proativas para investimentos neste ano.

“O ano de 2017 foi muito difícil para o setor. Nós percebemos que a crise econômica fez as empresas olharem internamente e procurarem soluções na transformação digital, algo que deve continuar em 2018”, explicou Arcieri. “Também percebemos que os conselhos das empresas (boards) começaram a procurar pessoas com o perfil consultivo em tecnologia para assumir uma cadeira ‘tech’. Antes esses boards tinham apenas gestores da área financeira em sua maioria”.