Da Redação

Educação: Plataforma de cursos Udemy registra 22% do tráfego oriundo de dispositivos móveis

Com mais de 17 milhões de estudantes no mundo, a plataforma de ensino e aprendizagem Udemy (Android, iOS) registra 22% do seu tráfego oriundo de dispositivos móveis, sendo que 40% dos seus estudantes já visitaram o site pelo menos uma vez por dispositivo móvel. Em conversa com Mobile Time, o diretor da Udemy para o mercado brasileiro, Sergio Agudo, revela que, em julho deste ano, 79% dos acessos móveis à plataforma vieram de fora dos Estados Unidos.

“Temos essa visão do Vale do Silício de querer chegar a vários mercados. Nós acreditamos que a educação tem vários problemas. Na minha geração tinha que fazer vestibular, ir para uma faculdade de ponta e então entrar no mercado”, lembra o executivo. “Hoje conseguimos quebrar isso com o mobile. Você tem os cursos na plataforma e o aluno pode acessar de qualquer lugar”.

Criada em 2010, a start-up norte-americana oferece vídeos online publicados por instrutores para estudantes que buscam por novas habilidades. Os cursos são pagos e a Udemy fica com uma parcela de cada matrícula, o que pode variar entre 25%, 50% ou nada, dependendo da origem do aluno (vendas orgânicas, vendas de afiliados, vendas por cupom ou programa de parceiros externos).

“O que me faz trabalhar todo dia são histórias legais de sucesso de pessoas que voltam a estudar, como senhoras de idade. Ou instrutores que começam a ensinar e não tinham oportunidade antes. Pessoas que não têm condições de gastar com cursos caros, vêm para a nossa plataforma e percebem o ganho que tem”, completa.

Crescimento móvel no Brasil

Para o Brasil, Agudo acredita que exista um grande potencial a ser explorado pela sua plataforma, em especial no mobile. Atualmente, 11% de todo consumo de cursos no Brasil é feito via mobile, grau similar àquele registrado no México (14%) e nos EUA (17%). “Hoje, dos 55 mil cursos que temos na plataforma, 2 mil são em português. Estamos bem animados com o Brasil”, diz o executivo, acrescentando que o País é um dos mercados onde a empresa tem crescido mais rapidamente.

Dois dos três cursos mais vendidos pela Udemy no Brasil são sobre mobilidade. O mais comercializado é o Android Development Course e, na terceira posição, aparece o iOS Development Course.

Instrutor e próxima etapas

O diretor da Udemy para o Brasil ainda foi questionado sobre o uso de smartphones na gravação dos vídeos  dos cursos. Ele ressaltou que mesmo com o smartphone sendo “bem avançado em recursos de som e vídeo”, a empresa busca ajudar os profissionais com uma equipe de especialistas. Esses curadores servem para definir se o curso está com bom conteúdo para entrar na plataforma ou não.

“Vemos que tendo um bom smartphone, você consegue produzir o curso. Para aqueles que não conseguem, a curadoria ajuda com dicas”, explica o executivo. “O legal é que dá para gravar o curso sem ter que gastar muito dinheiro. Usando só o celular ele pode criar um bom conteúdo”.

Para as próximas etapas, a plataforma deve ganhar opção com aulas apenas em áudio. Também é avaliada a oferta em chat e webinar. Além disso, busca melhorar a qualidade de vídeo e a interação nas aulas. Um dos objetivos é expandir a experiência educacional para além do curso em si. “O aluno pode interagir com o instrutor e participar de uma comunidade. A questão é enriquecer a experiência do estudante”, frisa Agudo.

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Governo: Carteira de habilitação in-app será lançada em Goiás

Goiás será o primeiro estado com a Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e) dentro de um aplicativo no smartphone. Em entrevista a Mobile Time, Iran Porto Júnior, diretor-presidente em exercício do Serpro, informa que o departamento de trânsito estadual está participando do projeto piloto da CNH-e. A partir de 30 de setembro o aplicativo será disponibilizado para o cidadão goiano.

“Eles (atendentes do Detran-GO) já estão fazendo a coleta de dados para fazer a CNH-e. Tão logo o Denatran autorizar, os condutores poderão tirar a carteira na modalidade nova”, revela o executivo do órgão responsável pela implementação da solução.

Porto Júnior ressalta que toda a parte da tecnologia é desenvolvida pelo Serpro e não haverá necessidade de contratar terceiros para a criação do sistema. Do lado dos Detrans, será necessária uma leve alteração para o complemento de dados e informações no processo de elaboração do documento eletrônico, mas não haverá repasse do custo ao consumidor.

“Não deve have um investimento financeiro grande por parte dos Detrans – isso depende de cada um deles. A tecnologia da maioria já supre a demanda hoje, tanto que a adoção para o piloto em Goiás foi rápida”, avalia o diretor-presidente em exercício.

Expectativa

Com base na quantidade de carteiras emitidas em 2016, o executivo da Serpro espera por até 17 milhões de emissões da CNH-e. Lembrando que o Denatran estipulou a entrada da solução digital do documento a partir de 1º de fevereiro de 2018. Questionado se outros serviços serão adicionados ao app, Porto Júnior afirma que tem um cronograma de implementações, incluindo pagamento de boletos e transferência de pontos de forma automática, mas isso depende de futuras homologações por parte do Denatran.

Segurança

A tecnologia da CNH-e terá criptografia e tokenização para garantir a segurança do usuário. Em caso de roubo de handset, Francisco Garonce, coordenador-geral de educação para o Transito do Denatran, explica  que o usuário deve abrir um boletim de ocorrência (B.O) e ir ao departamento para pedir uma nova carteira e reiniciar o processo. Quem tem assinatura digital não precisa ir ao Detran, fazendo as alterações pelo app.

“A CNH é hoje o documento com maior aceitação no País, pois ela é nacional e padronizada. Este é o documento mais aceito e tem mais confiabilidade no País. Ela traz uma possibilidade de ter o documento digital no bolso”, completa Garonce.

Como funcionará

O condutor terá três opções nos Detrans: carteira em papel moeda, carteira digital e carteira digital e em papel moeda. Optando pela opção digital, seus dados pessoais serão coletados pelo atendente do Detran e, após o cadastro, o cidadão receberá em seu e-mail um link para informar qual aparelho terá o app com a CNH-e. Em seguida, criará login e senha e baixará o app no seu celular. Nele, o motorista poderá baixar a carteira em PDF. O usuário que possui certificado digital poderá se cadastrar pelo site do Denatran. E, se o condutor tiver cadastro no Sistema de Notificação Eletrônica (Android, iOS), app que envia dados sobre multas, poderá usá-lo para se cadastrar na CNH-e.

Para o agente de trânsito, a tecnologia permitirá ver o status do motorista, através de um app conectado ao sistema do Serpro. Ao parar um condutor em uma blitz, por exemplo, o guarda poderá ver o histórico da pessoa, como multas de trânsito ou histórico de pontos na carteira. Para acessar esse histórico, ele fará a leitura por QR Code, tecnologia adotada pelos órgãos nacionais desde o começo do ano.

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