13 acordoparceria

|Atualizada em 5 de fevereiro| A compra do controle da Wavy pela sueca Sinch foi concluída, após aprovação pelos órgãos competentes. A Sinch desembolsou ao todo R$ 645,25 milhões, sendo R$ 355 milhões em dinheiro e o restante em ações, com valor estimado de R$ 290,25 milhões na cotação de março de 2020, quando o negócio foi acertado, informa comunicado internacional da companhia europeia. Vale destacar que os papéis da Sinch se valorizaram mais de 300% de lá para cá. O grupo Movile, a partir de agora, é um acionista minoritário da Sinch. 

A marca Wavy continuará sendo utilizada no curto prazo, mas apresentada como uma empresa do grupo Sinch. No futuro, será substituída pela marca da controladora.

O CEO da Wavy, Eduardo Henrique, passa a ser o chief business development officer global da Sinch e também o presidente da companhia na América Latina. Ele vai comandar a integração entre as empresas. Serão combinadas as equipes de quatro companhias na América Latina: Wavy, Sinch, TWW e SDI (SAP Digital Interconnect) – as duas últimas haviam sido adquiridas pela Sinch também 2020. Ao todo, quatro somam 350 colaboradores na América Latina.

“Só fizemos essa fusão por haver um alinhamento muito grande da cultura das empresas. Temos uma sinergia de pensamento e de forma de fazer negócios e de priorizar os clientes, com foco em inovação e empreendedorismo”, relata Henrique, em conversa com Mobile Time. Ele garante não haverá demissões no Brasil. “Pelo contrário: estamos contratando”, afirma.

Prioridades

O executivo listou suas três principais prioridades no comando da Sinch na América Latina. A primeira é a integração entre as equipes das quatro empresas. A segunda é a expansão dos produtos inovadores da Wavy para outros continentes, com destaque para a plataforma de criação de robôs de conversação com inteligência artificial. “Somos o maior integrador do WhatsApp globalmente, em volume. Meu desafio é expandir isso para EUA, Europa e Ásia”, afirmou. Ele lembrou que a Sinch adquiriu em 2020 um player indiano chamado ACL, que serve de porta de entrada para aquele mercado. A terceira prioridade será trabalhar em conjunto com a equipe da TWW para consolidar os negócios de SMS A2P na América Latina.

Diretoria

O executivo Michele Bader, que atuava na TWW, agora é o vice-presidente de negócios para a América Latina da Wavy. E a executiva Bárbara Gurjão, que atuou por muito tempo na WeDo, foi contratada como diretora comercial para a América Latina, responsável por desenvolver novos negócios na região.