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A Yalo lança nesta quinta-feira, 9, a sua plataforma de desenvolvimento para robôs de comércio conversacional (aplicativos conversacionais, na visão da empresa) em texto. Batizada de Yalo Studio, a plataforma é low-code e tem como intuito facilitar a adoção e a expansão desses aplicativos no comércio latino-americano.

“No passado, vimos o varejo de rua adotar o website, depois os apps móveis. Só que apps móveis ainda têm muita fricção, como um universo de desenvolvedores que é reduzido e dividido em Android e iOS; outra barreira é o investimento para convencer os usuários a baixar os apps; e a terceira é convencer o cliente a ficar no app, algo que WhatsApp, WeChat e Line já fazem bem”, explica Javier Mata, CEO e fundador da Yalo. “Por isso, nós começamos a criar apps para dentro dos mensageiros”, completou.

Studio é uma plataforma baseada na experiência de cinco anos da empresa em comércio conversacional com pouca fricção, sendo a relação da Coca-Cola com varejistas o case mais notório – a fabricante teve aumento de 20% nas vendas e 75% de automações nas interações. Embora sua vocação inicial é apoiar os grandes clientes da Yalo, o CEO estima que o avanço do conversational commerce deve atrair PMEs para seu serviço em breve.

“Temos duas prioridades (com Studio) em 2021. Nós queremos oferecer mais valor e velocidade. A segunda é o ecossistema de parceiros para habilitar outras indústrias. Em 2022, Yalo Studio (deve crescer) para médios e pequenos comerciantes”, prevê o executivo.

Construção

Por ser low-code, Mata explica que qualquer pessoa com uma noção intermediária de Excel (conhecimento em macros, por exemplo) pode criar um app conversacional, uma vez que sua construção é similar aos mapas mentais (vide Miro).

Além disso, o serviço da Yalo começa com uma biblioteca de templates próprios, mas também permite contribuição e eventual ganho para os desenvolvedores dos aplicativos conversacionais. O modelo de assinatura é baseado em escala de uso e a criação de aplicativos é multiplataforma, abrangendo WhatsApp, Messenger, Instagram Direct, GBM e outros.

“Seguimos o modelo de assinatura, que é baseado em quantos usuários utilizam. Tudo que você constrói é seu. O marketplace pode gerar dinheiro para desenvolvedores de aplicativos conversacionais. Não só developers, mas o não developer, o técnico da área comercial, por exemplo”, afirmou. “O Studio também traz componentes distintos, como o perfil do cliente, suporte a NLP e engajamento através de marketing”.