Precisamos falar sobre zero rating… mais um pouco

As operadoras estão repensando os chamados acordos de zero rating, pelos quais oferecem tráfego ilimitado a alguns apps, como WhatsApp, Facebook e Twitter

O entendimento das teles é de que esses acordos favoreceram mais os apps que as operadoras, embora sejam estas que arquem com os custos

Especialistas criticam também o fato de que o zero rating proporciona um oligopólio de apps. Ao fim da franquia, o consumidor só consegue navegar neles.

E há também quem entenda que o zero rating fere a neutralidade de rede, um dos princípios do Marco Civil da Internet, por privilegiar certas aplicações sobre outras

Hoje, as teles brasileiras oferecem pacotes com zero rating para apps como WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram, Waze, TikTok e outros.

A chegada do 5G, porém, é uma oportunidade para as operadoras reverem essa questão.

Com o aumento das velocidades e da capacidade das redes 5G, a expectativa é de que as operadoras aumentem de maneira significativa as franquias de dados.

Com mais Gigabytes no pacote, as teles poderiam prescindir dos acordos de zero rating, pois não fariam mais diferença para o consumidor.

Também se fala na possibilidade de em vez de cortar o acesso ao fim da franquia, as operadoras baixarem a velocidade — de repente jogando o usuário para a rede 3G

Desta forma, atenderiam a um ponto do Marco Civil da Internet, que estabelece que o acesso à grande rede é um serviço essencial do cidadão.

Leia mais sobre a discussão em torno da revisão do zero rating nesta matéria especial do Mobile Time: