Quem ainda manda SMS?

O SMS, ou Short Message Service, foi o primeiro serviço de comunicação por texto presente nos telefones celulares. Ele reinou durante os anos 2000, sendo uma febre entre adolescentes.

Por muitos anos o SMS serviu como um canal para a distribuição de outros conteúdos digitais vendidos pelas operadoras, como ringtones, alertas de gol, serviços de paquera e até jogos multiplayer.

A chegada dos smartphones e seus aplicativos mudou completamente o cenário. A usabilidade de aplicativos de comunicação como WhatsApp, Messenger, Telegram e Viber levaram ao declínio do SMS.

Hoje, 66% dos brasileiros afirmam que nunca ou quase nunca enviam SMS. O percentual sobe para 73%, se consideradas apenas as pessoas das classes A e B.

Somente 8% enviam SMS todo dia ou quase todo dia. O percentual sobe para 13% entre brasileiros com 50 anos ou mais.

Por outro lado, o SMS continua sendo usado para envio de notificações por empresas para os consumidores, como alertas de uso de cartão de crédito.

Por isso, há uma discrepância entre envio e recebimento de mensagens de texto no Brasil. Quase a metade dos brasileiros (48%) recebem SMS todo dia ou quase todo dia.

As operadoras brasileiras, em parceria com o Google, lançaram a evolução do SMS, chamado de RCS. A experiência se assemelha àquela dos apps de comunicação, com a possibilidade de troca de imagens, áudios e vídeos.

Uma das primeiras experiências no Brasil de campanha por RCS unindo todas as operadoras foi feita pela prefeitura do Recife para promover a vacinação contra Covid-19.

A pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box entrevistou, entre 14 e 23 de julho de 2021, 2.038 brasileiros com mais de 16 anos que possuem smartphone. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais