[Matéria atualizada em 21/09/2026, às 12h, para inclusão de resposta da Algar] A Anatel emitiu medidas cautelares para combater a prática de spoofing, quando a origem da ligação é alterada. No total, a agência emitiu seis decisões contra Algar, Itelco, Surf e TIM (duas para cada) pela prática ilegal ou o transporte de um grande número de chamadas.
No despacho, para as operadoras que se encaixam no primeiro caso, ela determina adoção de providências para rastrear a origem do encaminhamento. Já para as que se enquadram no segundo caso, a Anatel determinou a descontinuidade da atividade.
Algar
No caso da Algar, a agência identificou a prática de encaminhamento de milhões de chamadas vindas da Voros. O caso tem um agravante, já que ela também é uma operadora. Além da Algar, as empresas de telecomunicações Datora e Foco também praticaram o ato ilegal. Diante disso, a Anatel determinou o bloqueio cautelar da capacidade de originação de chamadas da Voros nas redes das demais operadoras. Todas elas têm cinco dias para adotar a medida. A Voros só será liberada do bloqueio se conseguir outorga compatível e implementar um mecanismo de autenticação de chamadas.
A Algar ainda tem outro caso para resolver. A agência cita dezenas de milhões de chamadas de spoofing e exige que a operadora identifique a origem e de onde partem os encaminhamentos das ligações. A empresa terá até 30 dias para apresentar o relatório. Caso não o faça, rotas e interconexões usadas para a prática ficarão bloqueadas.
Por e-mail, a operadora se pronunciou sobre o caso:
“A Algar informa que foi notificada pela Anatel a respeito das recentes medidas cautelares e já está analisando tecnicamente o teor do despacho para adotar as providências cabíveis dentro dos prazos estabelecidos. A companhia reitera seu compromisso com a segurança da informação, a qualidade dos serviços e o cumprimento rigoroso das regulamentações vigentes.”
TIM
A Anatel determinou em cautelar que a TIM bloqueie, por um mês, a capacidade da ELO Contact Center Serviços de originar chamadas telefônicas em sua rede. A liberação ficará sujeita à comprovação de ações que combatam a prática adotada pela empresa de call center. A operadora deverá adotar a medida em até cinco dias.
Outra empresa que utilizou a rede da operadora, de acordo com a Anatel, foi a empresa estrangeira US Matrix. No documento, a instituição exige que a TIM rastreie e identifique a verdadeira origem do contato, além dos seus intermediários. Assim como no segundo caso da Algar, a companhia de telecomunicações deverá apresentar um relatório em no máximo 30 dias, podendo também sofrer com bloqueios.
Itelco e Surf
A Itelco e a Surf também apresentaram diversos encaminhamentos e, assim como nos despachos de Algar e TIM, devem apresentar um relatório em até 30 dias, estando sujeitas a bloqueios.


