A Starlink terminou o segundo trimestre de 2026 com 12 milhões de assinantes globais, o dobro de crescimento contra 6 milhões de um ano antes. O dado foi divulgado na primeira divulgação de resultado financeiro da SpaceX nesta terça-feira, 3. 

A controladora da operadora de satélites realizou o seu IPO em junho deste ano, uma operação que gerou US$ 85,7 bilhões em ganhos líquidos com a venda de 638,8 milhões de ações classe A e transformou em trilionário o seu acionista majoritário e CEO, Elon Musk. 

No primeiro trimestre de 2026, a companhia estima que possuía 10,2 mil satélites em órbita que levam conectividade satelital para 167 países. A empresa ressalta ainda que os seus negócios empresariais e governamentais ganharam tração no período com:

  • Acordo de conectividade móvel satelital com SoftBank, NTT Docomo e Spark NZ; 
  • Contrato para levar conectividade aos aviões da American Airlines e suas subsidiárias;
  • Contrato de US$ 6 bilhões para levar conectividade ao projeto Starshield do governo dos Estados Unidos.

Como resultado dos acordos e do incremento de assinantes, a receita da Starlink cresceu 65%, de US$ 2,6 bilhões para US$ 4,3 bilhões. Já a receita média por usuário da companhia foi de US$ 66, uma queda de 22% contra US$ 85 de um ano antes.

Na divisão dos ganhos, a receita vinda dos consumidores finais da companhia cresceu 41%, de US$ 1,7 bilhão para 2,4 bilhões. Já os ganhos com contratos governamentais dobraram, de US$ 867 milhões para US$ 1,8 bilhão. Com isso, 58% da receita da Starlink vem de consumidores e 42% do governo.

Grok e o gasto com IA 

Por sua vez, a divisão de tecnologia de IA da companhia (Grok, serviço de computação em nuvem empresarial e a rede social X) atingiu uma capacidade computacional de 1,4 GW, uma ampliação de 250% contra 0,4% de um ano antes. Isso ocorreu com o desenvolvimento do supercomputador Colossus II e o contínuo aumento da capacidade em construção.

O segundo trimestre de 2026 para esta unidade de negócio teve como principais destaques US$ 1,6 bilhão em receitas incrementais de infraestrutura de IA, devido a novos contratos de longo prazo firmados por US$ 14 bilhões. Também anunciaram um acordo de US$ 60 bilhões para comprar a Cursor para acelerar o avanço de ofertas de IA ao segmento empresarial. E lançaram a versão mais avançada do grande modelo de linguagem (LLM), o Grok 4.5.

A partir desses movimentos, a receita total da divisão de IA e tecnologia chegou a US$ 2,5 bilhões, mais que o triplo (247%) ante US$ 747 milhões do segundo trimestre de 2025. O faturamento com soluções de IA e infraestrutura cresceu sete vezes no período, de US$ 311 milhões para US$ 2,2 bilhões. Por sua vez, os ganhos com publicidade no X caíram 16%, de US$ 426 milhões para US$ 367 milhões.

Mas o prejuízo operacional da divisão,de US$ 1,3 bilhão (uma queda de 13% contra US$ 1,5 bilhão do mesmo período em 2025), colaborou para o primeiro resultado financeiro negativo da SpaceX. Isso foi puxado majoritariamente pelos gastos com Colossus II e a infraestrutura de IA, que passaram de US$ 2,2 bilhões no trimestre.

Starlink positiva, SpaceX no prejuízo

Ao todo, a receita da SpaceX quase dobrou (95%), ao saltar de US$ 4 bilhões para US$ 7 bilhões. Porém, a empresa manteve o ritmo de crescimento de custos e despesas com US$ 8 bilhões, um aumento de 60% contra US$ 5 bilhões do mesmo período um ano antes. O prejuízo operacional foi reduzido de US$ 970 milhões para US$ 143 milhões.

O prejuízo líquido do conglomerado caiu pela metade, de US$ 1 bilhão para US$ 541 milhões.

 

*********************************

Receba gratuitamente a newsletter do Mobile Time e fique bem informado sobre tecnologia móvel e negócios. Cadastre-se aqui!

Siga o canal do Mobile Time no WhatsApp!

As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA