As ações da Apple registraram uma queda de 8,5%, ficando em US$ 275 o papel, às 17h42 desta quinta-feira, 25, US$ 18 a menos do que os US$ 293 de um dia antes. O motivo para esse mal-estar no mercado financeiro é o aumento nos preços em seus dispositivos devido à crise da falta de semicondutores.
De acordo com o site norte-americano da companhia e com a Bloomberg, confira os preços antigos e os novos:
- iPads – Air passou de US$ 600 para US$ 800; Pro de US$ 1 mil para US$ 1,2 mil; iPad clássico com chip A16 de US$ 350 para US$ 450; iPad Mini com A17 de US$ 500 para US$ 600;
- Apple Vision Pro – de US$ 3,5 mil para US$ 3,7 mil;
- Casa – Home Pod de US$ 300 para US$ 350; Home Pod mini de US$ 100 para US$ 130; Apple TV de US$ 100 para US$ 130.
Por ora, os iPhones foram poupados de aumento.
Tradicionalmente, a fabricante lança as novas gerações de smartphones entre o terceiro e o quarto trimestre de cada ano.
MacBooks pressionam Apple
Os impactos mais gritantes estão nos computadores, com acréscimos de até US$ 500 no valor original. Um exemplo é o recente notebook de entrada, o MacBook Neo, que passou de US$ 600 para US$ 700. Outros impactos são:
- MacBook Air de US$ 1,1 mil para US$ 1,3 mil;
- MacBook Pro de US$ 1,7 mil para US$ 2 mil;
- Mac Studio de US$ 2 mil para US$ 2,5 mil.
Em nota enviada aos veículos internacionais, a Apple informou que nunca viu um aumento de insumo tão rápido, como aconteceu com os semicondutores. Assim como alertado antes por especialistas do mercado, a empresa credita a alta à expansão de data centers de IA e sua busca por memórias e dispositivos de armazenamento. Ou seja, os fabricantes desses insumos dão prioridade aos pedidos de data centers, hyperscalers e players de IA, ante os produtores de equipamentos para o consumidor final.
A alta de preços é um dos últimos atos do CEO da Apple, Tim Cook, que deixa o cargo em setembro para o atual de VP de hardware, John Ternus.

