A Alphabet, holding que controla os diversos serviços do Google e Android, entre outras empresas e aplicações, chegou a US$ 127,58 bilhões em receita consolidada no terceiro trimestre, crescimento de 25% em relação aos US$ 102,35 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Trata-se do 13º trimestre consecutivo de crescimento de receita em duplo dígito.
O lucro operacional aumentou 30%, totalizando US$ 40,58 bilhões. No entanto, o lucro líquido atribuído aos acionistas caiu para US$ 26,17 bilhões no terceiro trimestre de 2026, enquanto no mesmo período de 2025, o valor era de US$ 34.98 bilhões, uma redução de 25,2%.
O principal motor que impulsionou a Alphabet foi o Google Cloud, cujos ganhos dispararam 103%, alcançando US$ 30,71 bilhões em receita contra US$ 15,16 bilhões no 3T25. A empresa atribui o número à forte demanda corporativa por infraestrutura e soluções de inteligência artificial.
Outro ponto forte do balanço financeiro da Alphabet, apresentado nesta quarta-feira, 28, está no segmento Google Services (que comporta publicidade, Android, Chrome, além de aplicativos, como Maps, Google Play, Busca e YouTube), que teve incremento na receita de 11%, chegando a US$ 96,30 bilhões. Neste caso, os principais geradores foram:
– Busca & outros, que registraram US$ 63,35 bilhões;
– anúncios do Youtube, com US$ 11,21 bilhões;
– assinaturas, plataformas e dispositivos, com US$ 14,29 bilhões.
O lucro operacional do segmento foi de US$ 39,16 bilhões.
Vale dizer ainda que o YouTube Music e Premium superou a marca de 150 milhões de assinantes e usuários em testes globalmente.
Inteligência artificial
O relatório aponta ainda que as APIs de modelos próprios de IA estão processando cerca de 32 bilhões de tokens por minuto. O volume representa mais de quatro vezes o número de tokens processados no mesmo período de 2025.
E a base de usuários do aplicativo Gemini alcançou a marca de 1 bilhão de usuários, tornando-se o produto de crescimento mais rápido da história do Google.

