Serviços financeiros12/04/2018 às 14h18

Santander lança serviço de transferências internacionais com blockchain

Da Redação

O Santander lança nesta quinta-feira, 12, o Santader One Pay FX, serviço disponível no aplicativo do banco para transferências internacionais com o uso de blockchain. A solução permite mais rapidez na transferência, reduzindo o prazo de entrega de dois dias para até duas horas. A funcionalidade está disponível no Brasil, na Espanha, no Reino Unido e na Polônia, e deverá ser estendida a outros países nos próximos meses.

Por enquanto, os clientes poderão enviar libras esterlinas do Brasil para o Reino Unido, em operações no valor de até US$ 3 mil. O banco acredita que, até o fim do semestre, será possível enviar remessas de euros para a Espanha. Para o restante da União Europeia, a solução deve funcionar a partir do segundo semestre deste ano. Para 2019, a ideia é que o Santander libere remessas de dólares para os Estados Unidos e vice-versa, ou seja, o envio de real dos EUA para o Brasil.

No período de lançamento, os clientes brasileiros, britânicos, espanhóis e poloneses estarão isentos da tarifa de envio de recursos. E, no momento, apenas clientes Select podem usar a solução. No entanto, ela estará disponível a todos os segmentos até o fim do semestre.

O desenvolvimento do Santander One Pay FX contou com a participação de uma equipe brasileira interna do banco. A tecnologia usada foi a xCurrent, baseada em registros contábeis compartilhados da empresa Ripple com a qual o banco trabalhou em pilotos no Reino Unido e na Espanha por três anos. A empresa californiana recebeu aportes, em 2015, do fundo de capital empreendedor Innoventures, que faz parte do grupo Santander, num total de US$ 200 milhões.

O Santander não menciona valores de taxas pelo serviço por não ser possível saber sobre o valor final da tarifa que será cobrada até o destino do dinheiro. O valor exato que chegará à conta do destinatário, na moeda de destino, será informado no momento de efetivação da transação. De acordo com o banco, pelo modelo tradicional de transferências internacionais, o dinheiro deve circular entre instituições, de forma que tanto o prazo quanto os valores das taxas só são conhecidos quando o recurso é entregue ao destinatário.