A Autoridade Concorrencial da França (L’Autorité de la Concurrence) abriu recentemente uma consulta pública sobre os agentes conversacionais de IA. A iniciativa é um desdobramento de uma análise mais aprofundada sobre o funcionamento concorrencial do setor de inteligência artificial generativa, o treinamento de modelos de IA generativa e os estudos sobre os desafios concorrenciais relacionados ao impacto no meio ambiente e energético da inteligência artificial. A autoridade prevê examinar as questões concorrenciais relacionadas ao uso de agentes conversacionais no e-commerce. Por outro lado, a relação entre agentes conversacionais e mecanismos de busca não faz parte do escopo desta consulta.

“Embora a etapa final da cadeia de valor apresente-se hoje como aparentemente dinâmica, com a presença de diversos atores, os últimos desenvolvimentos mostram que os agentes conversacionais podem ter um impacto no funcionamento concorrencial de vários setores-chave da economia”, explica a autoridade no documento da consulta pública.

A partir das perguntas postas, a ideia da autoridade é analisar a etapa final (downstream) da cadeia de valor, com foco no desenvolvimento e uso de agentes conversacionais. A atenção será voltada, entre outros pontos, para:

– A integração de publicidade nesses agentes;

– A incorporação em serviços já existentes;

– As parcerias firmadas por desenvolvedores de chatbots;

– A evolução e transformação dessas ferramentas.

São propostas perguntas relacionadas a parcerias, monetização, possível transformação desses agentes em plataformas, oportunidades e entraves na França para o comércio agêntico, remuneração dos agentes, perspectivas (evolução tecnológica, legislativa) etc.

França e seus motivos

Entre as justificativas para abrir a consulta, a autoridade explica que houve, em 2024, um aumento de mais de 60% no número de usuários de ferramentas conversacionais.

Estruturado em torno dos serviços de alguns grandes players como ChatGPT (OpenAI), Google Gemini, Le Chat (Mistral AI), Perplexity ou Microsoft Copilot, os desenvolvimentos deste setor levantam inúmeras questões pela autoridade, em especial sobre a sua estruturação concorrencial, sobre os modelos econômicos adotados pelos atores ou ainda sobre as oportunidades oferecidas a outros setores econômicos.

A consulta pública está aberta até 6 de março.

 

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