A implementação do data center da RT-One em Uberlândia, cidade do Triângulo Mineiro, está nas últimas etapas de aprovação. A companhia e os administradores se juntaram nesta semana para avaliar as etapas e cronograma do projeto avaliado em R$ 6 bilhões.

Em conversa com Mobile Time, o secretário municipal de desenvolvimento econômico e inovação de Uberlândia, Fabiano Alves, explica que a multinacional de tecnologia está em etapa final de negociação com a Cemig para instalar uma subestação para sustentar seu consumo de energia, que está estimado inicialmente em 100 kW, mas poderá expandir para 400 kW.

Alves reforça que o data center não consumirá a mesma energia que é enviada à cidade.

O mesmo acontece com a água, uma preocupação bem habitual em projetos do gênero. O centro de dados já recebeu o aval da concessionária de água local, Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE), uma vez que utilizará uma capacidade similar a uma indústria pequena devido a um sistema de resfriamento em circuito fechado.

Outra etapa já aprovada é o aval da prefeitura para liberar a construção na área de 1 milhão de metros quadrados (630 mil metros de terreno e 300 mil para preservação ambiental) na zona oeste da cidade, em uma área mais rural e perto de rodovia.

O próximo passo para o avanço do data center é apresentar o projeto para obter o licenciamento ambiental junto ao governo do estado de Minas Gerais.

Estratégia para Uberlândia

RT-One, Uberlândia

Reprodução do data center térreo em Uberlândia (divulgação)

Para esta publicação, Alves explicou que a chegada do data center pode impulsionar o crescimento socioeconômico de Uberlândia, como:

  • Servir como vitrine para a chegada de mais data centers e empresas de tecnologia;
  • A contratação de profissionais da construção civil, um segmento que contou com R$ 9 bilhões de investimento em 2025, isso sem contabilizar os R$ 6 bilhões do data center;
  • Ampliar o ecossistema de Uberlândia, uma vez que a cidade mineira tem 1 mil CNAEs (código nacional de atividade econômica) ligados à tecnologia, 600 empresas de desenvolvimento de software, 400 startups que obtiveram US$ 1 bilhão em investimento nos últimos cinco anos;
  • Fortificar a cidade como um centro de desenvolvimento e propriedade intelectual, um movimento puxado pelos 70 mil estudantes das universidades locais, como Universidade Federal de Uberlândia e a Universidade de Uberaba.

Mas principalmente, a possibilidade de aumentar o valor agregado e a média salarial da população.

Atração de investimentos

Essa teoria de mais profissionais com salários acima da média originou a lei de atração de investimento do município. Neste formato, a prefeitura busca atrair investimentos que, por sua vez, busquem empreendimentos que aumentem o valor agregado local, de forma similar a um fundo de investimento.

O objetivo final da lei é a criação de negócios, geração de empregos com salário acima da média nacional. Em especial, Uberlândia busca atrair companhias de tecnologia, biotecnologia, saúde, logística, agronegócio e educação.

Porém, há regras, como o fato de que a empresa que chega na cidade deve ter investimentos e receita acima de R$ 100 milhões, garantir que pagará o salário para os profissionais acima da média nacional e ter certificados de sustentabilidade.      

Encontro entre executivos da RT-One e membros da prefeitura de Uberlândia (crédito: Danilo Henriques – Secretaria de Comunicação/PMU)

 

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