Se você tem filhos ou ficou de babá de crianças de um irmão, um vizinho, uma amiga, há um choque cultural e geracional que é: o que coloco na TV/YouTube para acalmar esse pequeno ser? Não é simples, às vezes você escolhe um programa, um filme, uma série, e a linguagem não é apropriada.

Isso ficou mais evidente depois que a sociedade passou a discutir a regulamentação que resultou no ECA Digital.

Uma alternativa para pais, responsáveis e agregados é o Common Sense Media (Android, iOS). O app surgiu de uma organização da sociedade civil norte-americana em 2009 para proteger crianças na era digital e hoje colabora com avaliações de conteúdo e apoio a professores e pesquisas.

Mais recentemente, o grupo passou a avaliar serviços de inteligência artificial e ficou conhecido por relatórios que alertam os pais sobre o risco de saúde mental para adolescentes em plataformas de IA, em brinquedos com IA embarcada e que o Grok não é seguro para adolescentes.

Em seu app, o Common Sense traz avaliações de filmes, séries, podcasts, livros e até redes sociais. A plataforma também traz guias de como o pai deve acompanhar a jornada da criança em um app, como o Minecraft. Também possui a possibilidade de pais colaborarem com suas avaliações e lerem os reviews de outros pais.

Dependendo do conteúdo, se é apropriado para o público infantil, a plataforma também traz avaliação de crianças.

Common Sense Media

Exemplo da tela de avaliação do Common Sense (divulgação)

Common Sense Media, na prática

Um destaque positivo é o filtro para busca. Por exemplo, em games, o usuário pode selecionar a faixa etária, a plataforma, se o game é recomendado por outros pais ou pela Common Sense e até conhecer a característica do personagem principal. Ao clicar em um dos conteúdos, como o filme ‘Zootopia 2’, o app mostra:

  • A faixa etária indicada;
  • Uma breve descrição da obra;
  • A nota de uma a cinco estrelas;
  • As avaliações de pais e crianças;
  • E o que a pessoa acha na obra, como mensagens positivas, exemplos positivos e representação diversa.

O lado ruim do app é que está totalmente em inglês, há poucos conteúdos do Brasil (como ‘O Agente Secreto’) e permite ver poucos reviews (três por mês) antes de estourar o limite. Depois é indicada uma assinatura anual de R$ 120. Não dão a opção mensal que seria mais barata. Nos Estados Unidos, a assinatura custa US$ 40 e a mensal US$ 4.

Para os brasileiros, o ideal é algum instituto criar algo similar e mais factível à nossa realidade.

Imagem principal: Ilustração produzida por Mobile Time com IA.

 

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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA