Fenômeno mundial, a Apple consagrou-se como uma das fabricantes de eletroeletrônicos mais importantes e valiosas da história ao longo dos seus 50 anos. Fundada em 1º de abril de 1976 por Ronald Wayne, Steve Jobs e Steve Wozniak, em uma garagem de Los Altos, na Califórnia, a marca teve como primeiro dispositivo o Apple I, uma placa-mãe com um processador, enquanto o resto simplesmente era o cliente que precisava complementar.
No ano seguinte, a sua segunda geração – um dos primeiros PCs com sucesso comercial –, que contava com um programa de planilhas, fez a fabricante assumir a ponta do mercado, ultrapassando as vendas das já consagradas Commodore e Tandy. Em 1983, o computador Lisa chegou ao mercado, com interface gráfica de usuário própria da Apple, mas o alto preço e o fato de não ter suporte de software completo afastaram os consumidores.

Steve Jobs com Lisa. Foto: Ted Thai/The Life Picture Collection/Gety Images.
Apesar disso, a empresa teve êxito com o Macintosh, lançado no ano seguinte (1984). Ele ganha cores em suas telas com o System 7, em 1991 quando a Apple também lança seu primeiro laptop, o PowerBook. Só que o que parecia ser o início de um período de sucesso, foi na verdade uma bela dor de cabeça.
Crise nos anos 1990
Quando entrou em diversos mercados de dispositivos eletrônicos, a Apple não obteve o sucesso esperado, pelo contrário. A situação se agravou com o êxito da Microsoft ao longo da década, o que foi afetando a saúde financeira da empresa.
Diante da má fase, a fabricante trocou de CEO três vezes naqueles dez anos: John Sculley se demitiu e Michael Splinder assumiu em 1993; três anos depois, Gil Amelio entraria em seu lugar; para um ano depois, ceder a cadeira a um dos fundadores da marca. Durante a sua gestão, Amelio viu os papéis da Apple chegarem ao menor patamar dos últimos 12 anos, após Jobs vender suas ações. Como solução, resolveu comprar a empresa NeXt, do próprio criador da Apple.
Essa volta de Jobs à Apple, em 1997, o levou ao comando da fabricante. Começava uma nova era focada no design e integração.
O durante e o pós-Jobs
Embora diferentes pessoas tenham ocupado o cargo de CEO, é indiscutível a importância de Jobs para a big tech, já que graças a ele, ela se projetou mundialmente. Só que sua relação com a companhia teve suas turbulências, como em 1985, quando tentou destituir John Sculley do comando da Apple e acabou sendo afastado de suas atividades gerenciais pelo conselho administrativo. O episódio motivou Jobs a pedir demissão e fundar a NeXt.
Ao longo de sua gestão, a empresa com logo de maçã recebeu um investimento de US$ 150 milhões da concorrente Microsoft, além de ter lançado inúmeros produtos icônicos: como o iMac, o iPod e o iPhone. O aparelho foi anunciado em 2007 e marcou o início da era dos smartphones, sendo o primeiro celular sensível ao toque. Em 2010, Jobs apresentaria ao mundo o iPad.

Jobs com o iMac G3, em 1998. Foto: Mousse Mousse/Reuters.
Após o seu falecimento, em 2011, a empresa passou a ser comandada por Tim Cook. Sua gestão tem sido marcada por diversas novidades, como Apple Intelligence, Apple TV, Apple Watch, Airpods e Vision Pro. Em 2019, a empresa foi avaliada em US$ 1 trilhão e, apenas um ano depois, o valor foi duplicado, tornando-se a primeira a chegar nesse montante.
Até o início de 2024, o sistema iOS não permitia outras lojas de aplicativos, além da App Store. Essa exclusividade, no entanto, foi contestada pela Comissão Europeia, que passou a pressionar a Apple, baseada na Lei dos Mercados Digitais. Em março daquele ano, o sistema liberou o acesso a outras lojas de aplicativos na Europa. No Brasil, isso ocorreu em 2025, após decisão do Cade considerar a restrição como uma prática anticoncorrencial.
No mesmo ano, ela atingiu um valor de mercado de US$ 4 trilhões. A empresa também começou a direcionar os seus recursos para serviços, como Apple Music e iCloud, além de chips e inteligência artificial. Recentemente, ela anunciou uma parceria com o Google para otimizar a Siri, com o Gemini.
iPhone
Na sua 17ª geração, o iPhone é o maior ícone da Apple. Desde o seu lançamento, há quase 20 anos, o smartphone dita tendências no mercado de telefonia móvel. Uma delas é a loja de aplicativos. Em 2008, a empresa anunciou a App Store, que contava com 500 aplicativos e, no ano seguinte, permitiu que desenvolvedores oferecessem serviços premium nessas ferramentas mediante pagamento, o chamado in-app purchase. No iPhone 4, a câmera frontal foi a grande novidade, e no 5S a biometria já era uma realidade.
A consolidação do aparelho aconteceu em 2014, quando ele se tornou um dos modelos mais vendidos da história. A tecnologia, com uma câmera potente e um design inovador faz do iPhone ser um dos sete aparelhos mais comprados no mundo. Anualmente, são vendidos 200 milhões deles.
Foto: Tim Cook na comemoração do aniversário da Apple, no Apple Grand Central, em Nova York. Divulgação/Apple.


