[matéria atualizada em 10/8, para inserir o valor da operação e entrevista com CFO] A Wireless Logic, controladora da Arqia, assinou acordo para adquirir a operação de Internet das Coisas (IoT) da Algar por R$ 720 milhões “sujeito a ajustes usuais previstos neste tipo de transação”, conforme informado por Gustavo Uramoto Matsumoto, diretor financeiro e de relações com investidores da Algar, no site de relações com o investidor. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 10. A transação amplia a atuação da Arqia no mercado brasileiro de IoT e faz parte da estratégia de expansão da Wireless Logic no Brasil e na América Latina.

O processo de venda do ativo começou no fim do ano passado e, ao todo, a Algar recebeu quatro propostas, entre elas a vencedora da Arqia. Ao todo, a operadora mineira vai vender aproximadamente 4,2 milhões de chips da vertical IoT. O número é do segundo trimestre de 2026, antecipado por Matsumoto em entrevista a este noticiário e cujo resultado financeiro será apresentado nesta terça-feira 11.

“Claro que havia a condição financeira, que era importante para evoluir com qualquer um dos quatro players candidatos, mas a relevância era uma segunda condição importante, assim como uma percepção de facilidade de execução da transação”, comenta o CFO. “Recebemos algumas propostas que não estavam em condições iguais com a da Arqia porque víamos claramente que havia uma dificuldade de execução da transação.

A operação da Algar foi lançada em 2019, inicialmente com foco nos mercados de Machine-to-Machine (M2M) e Point of Sale (POS), e passou a oferecer soluções de conectividade para diferentes setores, como agronegócio, logística, meios de pagamento, utilities, indústria, saúde e cidades inteligentes.

Com a aquisição, a Arqia vai incorporar ao seu portfólio as soluções e a base de clientes da operação de IoT da Algar. Segundo as empresas, a combinação da presença global da Wireless Logic com a atuação local da Arqia permitirá ampliar a oferta de soluções de conectividade e aplicações para dispositivos conectados.

Para a Algar, a venda da unidade faz parte de uma estratégia de direcionamento de investimentos para outras áreas de TI e Telecom, incluindo nuvem, cibersegurança e serviços profissionais, voltados ao B2B. Matsumoto reforça que a Algar vai se desfazer de um ativo relevante, porém pequeno perto dos outros negócios da operadora. “Dentro da Algar continuamos sólidos com as demais soluções que a gente oferece”, resume.

Vale lembrar que a Algar apresentou resultados positivos no reporte do balanço financeiro do primeiro trimestre deste ano, com a margem EBITDA ajustada de 42% e um incremento no o desempenho do serviço M2M (+25,2% a/a), impulsionado pela expansão da base de dispositivos IoT. Apesar de não comentar muito sobre o desempenho do segundo trimestre, Matsumoto comentou que a Algar soma, no M2M, aproximadamente 4,2 milhões de chips.

A conclusão do negócio está sujeita ao cumprimento das condições precedentes previstas para operações dessa natureza, incluindo as aprovações regulatórias aplicáveis de Cade e Anatel.

Após o fechamento, as empresas iniciarão um processo gradual de integração da operação, com o objetivo de incorporar as capacidades da unidade adquirida ao portfólio da Arqia.

 

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