Fundada em Hong Kong, em 1997, a Comba Telecom chegou ao Brasil  nove anos depois, como consequência de uma expansão global que começou a implementar em 2003, quando também abriu seu capital na Bolsa de Valores da região administrativa especial da China. A escolha foi estratégica. Na concepção da empresa, o país tinha relevância econômica, expansão territorial e gargalos na infraestrutura de telecomunicações. 

O seu primeiro marco, segundo o CEO da empresa no país, Johnny Brito, foi o fornecimento de antenas para Estações Transceptoras de Base (BTS) para a rede 3G, em 2008, quando foram instaladas 21 mil antenas. O ato proporcionou credibilidade no mercado nacional e levou a empresa a desenvolver projetos voltados a áreas urbanas e estratégicas para as operadoras. 

Na última década, a Comba Telecom, motivada pelos grandes eventos esportivos realizados no Brasil – Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014) e Olímpiadas (2016) –, resolveu apostar na implementação de outras tecnologias, como o Sistema de Antenas Distribuídas (DAS) e as antenas de alta capacidade, mecanismos úteis para garantir a cobertura em locais com elevado índice de usuários de telefonia móvel.

Atualmente, a empresa acumula mais de 5,8 mil patentes tecnológicas, que atendem grandes estruturas, como rodovias, redes de metrô, aeroportos, eventos de grande porte e operadoras. Entre alguns exemplos estão as linhas do Metrô de São Paulo e Rio de Janeiro; aeroportos de todas as regiões do Brasil; o Congresso Nacional; algumas rodovias, como o Sistemas Anchieta-Imigrantes, que liga São Paulo a Santos, e passou a ter sinal de melhor qualidade dentro dos túneis e em locais cujo tráfego costuma ser maior; além do Rock in Rio.

Comba Telecom ESG

Com a pauta ESG cada vez mais voga, nos últimos anos, a Comba Telecom vem buscando maneiras de otimizar seus produtos, através de eficiência energética e de uso de materiais recicláveis. As Green Antennas e a linha Helifeed são os principais destaques. Brito afirma que a ideia é seguir nessa toada. Para ele, as duas décadas de estrada no Brasil exigiram adaptações, sobretudo em relação às especificidades de cada região, que apresentaram diferentes desafios para a empresa.

Como próximos passos, a Comba Telecom deseja contribuir para a expansão do 5G, especialmente em grandes eventos, como a Copa do Mundo Feminina, que acontecerá no próximo ano. A empresa deseja atender novos setores também, a exemplo do agronegócio, energia e mineração, enquanto se prepara para a chegada comercial do 6G no Brasil, previsto para 2030. 

Reprodução/Comba Telecom

 

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