[Matéria atualizada em 06/04/2026, às 12h27, para inclusão de nomes e cargos dos executivos na foto] A Helena CRM, plataforma de customer relationship manager (CRM) conversacional, quer conquistar as pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras. Provedora oficial (BSP) da Meta, ela tem como proposta concentrar contatos, informações e dados vindos de outras redes, como Facebook Messenger e Instagram (Direct), auxiliando empresas para manterem a proximidade com o cliente durante toda a jornada de compra.

Disponível em white label – e com possibilidade de personalização –, a Helena CRM atende diferentes setores, como agências de marketing digital, empresas de planejamento de recursos empresariais (ERPs), além de integradoras de tecnologia. Para Guilherme Rocha, CEO e cofundador da plataforma, a Helena muitas vezes é usada como um diferencial pelos seus clientes.

“Praticamente metade desses integradores, hoje, vendem apenas a nossa plataforma”, revela o executivo. Segundo ele, muitas PMEs ainda não conhecem o produto, sequer sabem da existência dele e ter essa rede de parceria é uma forma de alcançá-los. 

Desafios

Embora reconheça o potencial do mercado onde atua, Rocha pondera que há desafios. Um deles é a questão do valor final, que precisa dar margem para os clientes. Um outro, são os banimentos no WhatsApp. De acordo com o executivo, é muito comum que PMEs sejam bloqueadas pela big tech, seja por não seguirem as regras de contato com os usuários ou pela denúncia deles, classificando o conteúdo como spam, mesmo em casos em que o próprio cliente final foi quem iniciou o contato.

“O nosso mantra interno é que a mensagem tem que ir e tem que voltar, pois se isso não acontece, o cliente perde a confiança em nós”, observa o CEO. Ele defende um ambiente saudável no aplicativo de mensageria para as PMEs, baseando-se em: onboarding simples, previsibilidade de preços – como planos de conversa – e segurança contra banimentos injustos ou imediatos. “Eu brinco que antes do cartão vermelho, precisa ter o amarelo. É preciso dar previsão, feedback e educar o cliente antes de bani-lo do WhatsApp”, explica o CEO.

Com a recente premiação de empresa que mais cresceu na América Latina, no WhatsApp Summit, a Helena CRM começou a estreitar laços com a Meta, tornando-se uma espécie de porta-voz das PMEs. “A relação entre essas duas pontas ainda é precária, mesmo sendo um mercado com muita oportunidade. No final das contas, tanto a Meta quanto nós acabamos perdendo dinheiro”, aponta Rocha. Para ele, a companhia vem amadurecendo seu olhar para esse público e deve entregar importantes otimizações a partir de 2027.

Planos da Helena CRM

Em 2025, a companhia conseguiu quadruplicar sua receita, sair de 1 mil clientes para 5 mil e somar 1,3 bilhão de mensagens. Para continuar crescendo neste ano, a Helena CRM pretende seguir apostando nos seus integradores. “O Brasil tem uma demanda enorme e a rede parceira é, sem dúvida, a engrenagem do nosso produto para alcançar outras empresas”, afirma o executivo.

Em 2026, Rocha também almeja alcançar a marca de quase 15 mil clientes. Para isso, há a ideia de aprimorar o recurso multi-IA, disponibilizado pela plataforma no ano passado, e implementar ligações nativas de voz, com suporte de inteligência artificial. 

Foto: da esquerda para a direita, Juliano Cesar da Cunha, COO e sócio da Helena CRM; Gustavo de Miranda Fragoso, CMO; Guilherme Rocha Ribeiro, CEO sócio-fundador; Leonardo de Araujo Silva, CFO e sócio-fundador; David Augusto Silva, CTO e sócio-fundador. PressWorks/divulgação/Helena CRM

 

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