O Popsy (Android, iOS) é um aplicativo de marketplace para a venda de produtos de segunda mão cujo grande diferencial é o uso de inteligência artificial para automatizar e agilizar processos durante a jornada dos usuários. Ele utiliza, por exemplo, uma solução de reconhecimento de imagens para identificar pelas fotos enviadas pelo vendedor qual é o produto posto à venda e sugerir automaticamente as categorias nos quais se encaixa. A solução é proprietária: foi desenvolvida pelos próprios engenheiros do Popsy. E em março será lançada outra novidade: o app vai sugerir o preço para o produto anunciado com base nas suas imagens e no histórico de vendas de itens similares dentro da plataforma.

Em dois anos de vida, o Popsy já foi usado por 2 milhões de brasileiros. Há centenas de milhares de produtos à venda e a cada mês algumas centenas de milhares de pessoas realizam compras a partir dele. Por enquanto, o Popsy não cobra nada pela sua utilização: cabe ao vendedor e ao comprador negociarem o valor, a forma de pagamento e a entrega. Mas isso vai mudar em breve. O app firmou uma parceria com o Loggi para a realização das entregas. Um motofretista busca o item no endereço do vendedor e leva até aquele do comprador. Os endereços precisam estar a até 15 Km de distância. O custo do frete varia entre R$ 9 e R$ 12. Haverá um sistema de pagamento dentro do app, que funcionará de maneira parecida com aquele do Airbnb: o comprador faz o pagamento, mas este fica retido pelo Popsy, sendo liberado ao vendedor somente depois que o comprador informa pelo app que recebeu a mercadoria e que está satisfeito com ela. Em troca dessa intermediação, o Popsy cobrará uma taxa em torno de 1% do valor da mercadoria. Um teste beta com entregas pelo Loggi está em andamento no Rio de Janeiro e São Paulo com um número limitado de usuários. A ideia é lançar a novidade em 25 cidades.

Foco no Brasil

Jean-Marie Truelle, fundador do Popsy: “Quando lancei o Popsy, não podia imaginar que o Brasil seria o mercado de maior sucesso”

O Brasil apareceu por acaso na história do Popsy e de seu fundador e CEO, o empreendedor francês Jean-Marie Truelle. Ele criou o aplicativo há dois anos, quando morava em Nova Iorque. O Popsy foi disponibilizado mundialmente, com tradução para 72 línguas. Para sua surpresa, o mercado que mais se interessou pelo app foi o Brasil. Diante do sucesso, Truelle se mudou para São Paulo, onde montou um escritório para a empresa, e hoje o desenvolvimento do Popsy é totalmente focado no mercado brasileiro.

Quando lancei o Popsy, não podia imaginar que o Brasil seria o mercado de maior sucesso. Não fiz nenhuma campanha de marketing para o Brasil. O app estava traduzido para 72 idiomas, incluindo o Português. A Internet produz surpresas para empreendedores. Um ano e meio atrás decidi me mudar para São Paulo”, relata Truelle, em conversa com Mobile Time. Nesse pouco tempo, ele aprendeu a falar português sozinho, “nas ruas e andando de Uber”, conta. Hoje, o Popsy tem 10 funcionários: cinco no Brasil e cinco em Portugal.

Vale lembrar que o Popsy pode ser usado também para a venda de produtos artesanais e também serviços. “Queremos criar uma geração de empreendedores dentro de casa para vender coisas que não necessitam mais, para criar uma economia colaborativa e para facilitar a comprarem coisas mais baratas. Para mim, é um sonho facilitar a vida de milhões de pessoas”, resume Truelle.

Popsy no Tela Viva Móvel

Jean-Marie Truelle apresentará o case de inteligência artificial do Popsy com reconhecimento de imagem e autoprecificação de produtos em palestra no 19º Tela Viva Móvel, que acontecerá no dia 4 de maio, no WTC, em São Paulo. Para mais informações sobre o evento, acesse www.telavivamovel.com.br, ou ligue para 11-3138-4619, ou escreva para [email protected]