A operação de DTV+ (TV 3.0) da Globo está tecnicamente pronta para oferecer interações personalizadas com aplicativos móveis presentes no celular do espectador.
Para que a interação seja possível, é necessário que a TV esteja conectada à Internet e que o espectador esteja logado na TV com seu Globo ID, a identidade digital do ecossistema da Globo.
As primeiras experiências vão envolver os aplicativos da própria emissora, como o G1 e o Globoplay. Durante as transmissões com DTV+, o menu de interatividade poderá incluir opções para acessar conteúdos extras no celular. Ao escolher uma opção dessas com o controle remoto, o espectador vai receber uma notificação no celular para dar prosseguimento à jornada — desde que tenha o app em questão instalado. Por exemplo, durante a transmissão do Jornal Nacional, poderia ser oferecida a opção de saber mais sobre o assunto de determinada reportagem por meio do app do G1.
A interatividade com os apps da Globo vai exigir, portanto, uma estreita colaboração entre os editores de cada programa e os responsáveis pelos diferentes aplicativos do grupo.
Na prática, essa interação, combinando menu da TV e notificação no celular, substitui a interação por QR Code na tela.

Demonstração da transmissão de DTV+ da Gobo durante a Copa do Mundo 2026 (Crédito: Fernando Paiva/Mobile Time)
Interação com T-commerce
Um segundo passo consistirá na integração da DTV+ da Globo com apps de terceiros. Isso tem grande potencial para ser explorado em comércio digital pela TV (T-commerce). Uma novela ou o Big Brother Brasil poderia incluir no menu da TV uma opção de acesso com desconto para a compra de um determinado produto diretamente no app de um varejista parceiro.
Entretanto, isso requer uma integração entre as plataformas de autenticação da Globo (Globo ID) e do parceiro, o que já está sendo estudado pela emissora.
DTV+ no ar
A operação de DTV+ da Globo já está funcionando nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. O espectador precisa ter uma TV com antena e conversor compatíveis com essa tecnologia. A expectativa é de que, dentro de poucos anos, já sejam comercializadas no Brasil televisões com o conversor de DTV+ embutido.


