A Apple apresentou na última segunda-feira, 2, seu balanço financeiro referente ao terceiro trimestre de 2026, ou, para a big tech, o quarto trimestre fiscal. A companhia registrou receita de US$ 114,5 bilhões, alta de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Houve ainda crescimento de lucro, impulsionado principalmente pelo iPhone e pela área de Serviços, sendo que o lucro bruto alcançou US$ 54,82 bilhões, incremento de 13% se comparado com os US$ 48,34 bilhões atingidos no mesmo período de 2025. O lucro líquido ficou em US$ 30,70 bilhões, incremento de 11,8% se comparado com o terceiro trimestre do ano passado, quando chegou a US 27,47 bilhões. O iPad e a categoria vestíveis, casa e acessórios (wearables, home and accessories, no original) registraram queda na receita tanto no trimestre quanto no acumulado do ano fiscal.

iPhone

Como era de se esperar, os iPhones foram a principal fonte de receita da Apple no trimestre, respondendo por US$ 57,58 bilhões, um crescimento de 17,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando chegou a US$ 49,03 bilhões.

No caso da categoria Serviços, que compreende por iCloud, Apple Music, conteúdo digital (como App Store, Apple Music, Apple TV, entre outros), AppleCare, a big tech alcançou US$ 31,6 bilhões, novo recorde histórico, segundo a companhia. A categoria representou aproximadamente 27,6% da receita total, e alcançou US$ 31,57 bilhões, incremento de 9,81% em comparação com US$ 28,75 bilhões do mesmo trimestre de 2025.

Vale dizer que a Apple não reportou neste trimestre as vendas do iPhone Duo, primeiro celular dobrável da fabricante, já que as vendas começaram somente em 23 de outubro, e o trimestre fechou em 26 de setembro. O período abarca o início das vendas do iPhone 18 Pro, no entanto.

De acordo com John Ternus, CEO da Apple, a big tech não está dando conta da demanda de pedidos do novo dispositivo, que esgotou rapidamente nos canais online e gerou filas nas lojas físicas. Apesar dos avanços de sua produção, a companhia não é capaz de prever quando a oferta e a demanda vão se equilibrar.

Com relação às reclamações de quebra das telas no dobrável, Ternus disse que foi uma parcela “muito pequena” de unidades que estava com o defeito e a Apple está fazendo as reposições

As quedas da Apple

Já as categorias iPad e Vestíveis, Casa e Acessórios apresentaram.

O iPad recuou 10,4%, chegando a US$ 6,23 bilhões. No terceiro trimestre de 2025, a receita do segmento chegou a US$ 6,95 bilhões.

E, no caso de Vestíveis, Casa e Acessórios, a queda chegou a 7,9%, para 8,3 bilhões. No mesmo período do ano passado, a receita atingiu US$ 9,01 bilhões.

No acumulado do ano

No acumulado do ano fiscal de 2026, encerrado em 26 de setembro, a Apple registrou receita de US$ 478,8 bilhões, crescimento de 15,5% em relação ao exercício anterior, quando faturou US$ 416,2 bilhões. O lucro líquido avançou 18%, para US$ 132,2 bilhões, enquanto o lucro operacional cresceu 18,8%, alcançando US$ 158,1 bilhões.

O iPhone foi o principal motor de crescimento da companhia, com receita de US$ 254,1 bilhões, avanço de 21,2%. A divisão de Serviços faturou US$ 123,3 bilhões, alta de 13%, enquanto a receita do Mac cresceu 12,5%, para US$ 37,9 bilhões. Já o iPad teve leve queda de 0,3%, para US$ 27,9 bilhões, e a categoria de Vestíveis, Casa e Acessórios também teve retração de 0,3%, para US$ 35,6 bilhões.

Imagem principal: linha do iPhone 17. Crédito: reprodução de vídeo.

 

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